Som nas Igrejas

October 23, 2017

 

Opa, tudo bem? Meu nome é Tiago Borges e estou muito feliz por você estar lendo esta coluna. Aqui será um espaço onde vamos aprender juntos, de uma forma simples e direta, como se estivéssemos conversando.

 

Iniciarei esta série de conteúdos falando sobre mesa de som digital, para você que está entrando ou já entrou neste mundo, e para que possa aproveitar o máximo do som na sua igreja. Contudo, antes de qualquer coisa, preciso que entenda que não vou conseguir colocar todo conteúdo de uma só vez aqui e, por ser uma série, estarei a cada nova publicação dando continuidade à edição anterior, como se fosse um treinamento.

 

Já que ninguém nasce sabendo, todos tiveram que passar por um início, e eu acredito que você pode ser um melhor profissional. Conhecimento é só uma questão de tempo e disciplina e, se você quiser, pode se transformar em uma pessoa de resultados incríveis. Por isso, além dos conteúdos compartilhados na revista, complementarei o assunto com publicações no site (www.backstage.com.br) e no meu blog (www.backstage.com.br/tiagoborges). Dessa forma, sua participação sempre será fundamental. Precisarei sempre que sejam enviadas mensagens com suas dúvidas e comentários sobre o conteúdo que leu.


Agora que entendeu como tudo vai funcionar por aqui, gostaria que pensasse o seguinte: você prefere mesa de som analógica ou digital? Se perguntar minha preferência, responderei que eu amo a tecnologia. Equipamentos analógicos não são ruins, mas com a tecnologia, outras possibilidades foram criadas. Veja três coisas que não lembro quando foi a última vez que usei: telefone público, máquina de datilografia e câmera polaroide. Todos esses equipamentos foram substituídos pelo meu celular, aliás, para escrever este texto não usei computador, apenas o meu aparelho de celular. E com a mesa digital não é diferente, tendo em vista que elas agregam diversos equipamentos em um só.

 

Pense em uma mesa de som analógica de 16 canais. Agora, pense em 16 periféricos para fazer inserts de compressão, mais 16 para fazer insert de gate e, não acabado nisso, some com mais 2 periféricos de efeito.
Antes que eu esqueça, adicione cabeamentos para interligar tudo e rack para deixar organizado. Muita coisa né? Como as mesas de som digitais vieram para agregar, para te ajudar alcançar resultados mais incríveis, você precisaria de um pequeno modelo para ter tudo isto de forma prática.

 

Digamos que a igreja queira fazer um evento externo, no qual precise desmontar tudo isso pra remontar em outro lugar, quanto tempo gastaria só para desmontar e carregar? Será que caberia no carro sem estragar ou teria que gastar com frete? Com a “digitalzinha”, seria desmontar, colocar no banco do carro e ir embora. 

 

E para voltar ao que estava montado e configurado antes? Se tiver tirado uma foto, já vai aliviar, mas ainda sim, vai demorar um pouquinho. Com a digital esta trabalheira é substituída por um clique pra carregar a cena que estava. E, se anda com uma banda, é só salvar a cena; quando for usar outra mesa igual vai carregar com poucos cliques.
Falando em banda, é muito bom poder ter um auxiliar para cada músico, deixando cada um com uma via de retorno ouvindo da forma que gosta. Mas se tiver uma banda que precisa de oito auxiliares ou mais, provavelmente, vai passar dificuldades com tamanho da mesa.

 

Não lembro de uma mesa analógica com menos de 50 centímetros que tenha todos estes auxiliares. Normalmente, não são grandes os espaços destinados para ficar a mesa de som e um largo equipamento tiraria a possibilidade de usar outros periféricos, como um aparelho de CD, por exemplo. Algumas mesas de som digitais trazem até o recurso de processamento direto nela, dispensando outros equipamentos.

 

Quando alguém me diz que o som da mesa analógica é melhor, sempre respondo que não consigo identificar a diferença em eventos ao vivo, inclusive, pergunto se quer fazer um teste sem ver, somente ouvindo os áudios e dizendo qual foi gravado na mesa digital e qual foi gravado na mesa analógica.
Com todos os profissionais que já fiz, nenhum pode dar certeza e, por isto, quando acertaram foi no chute. Quer fazer este teste também? Acesse o site da Backstage e procure minha coluna por lá.

 

Outro benefício que acho sensacional, com os consoles digitais, são as possibilidades de acesso remoto. Além do espaço pequeno que temos onde as mesas de som ficam, muitas vezes, estes espaços não ficam no melhor lugar. Sabe onde é? Lá no meio do público.

 

Se o técnico está operando som para o público e ele fica no fundão, encostado numa parede, isolado dentro de uma cabine de som, no andar superior ou em vários outros pontos onde a minoria ou ninguém está, fatalmente, terá que ralar muito pra conseguir um bom resultado.

 

Com o acesso remoto ele pode pegar um tablet ou até o próprio celular e estar junto ao público corrigindo e misturando com mais facilidades, pois está percebendo igual a eles.
O acesso remoto também deu a liberdade para que os próprios músicos, através de aplicativos para smartphones, possam controlar a mixagem dos seus retornos e fones, deixando o técnico mais livre para resolver outras questões.
Bem, este foi o artigo falando um pouco dos benefícios de se ter uma mesa de som digital e, como falei pra vocês, será de forma continuada. Nos próximos artigos aprenderão como fazer cada dica passada aqui hoje. Já próxima edição, mostrarei como entender as entradas e saídas das mesas digitais, principalmente, ensinando a diferença prática de um canal de entrada física para um canal de processamento.

 

No vídeo abaixo, faça o teste sem ver: mesa analógica ou mesa digital?

 Até a próxima edição.
 

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