Pro Compressor vs. Dyn3 Compressor/Limiter

November 8, 2017

Faz algum tempo, saiu uma nova linha de plug-ins para Pro Tools, que inclui o Pro Compressor, Pro Limiter, Pro Expander, Pro Multiband Dynamics e Pro Subharmonic. Este lançamento foi feito de forma sutil e sem muita propaganda, portanto acabou passando despercebido por muita gente. Neste artigo, vamos conhecê-los um pouco melhor e entender as diferenças entre a série “Pro” (paga a parte) e a suite de plugins (já incluída no Pro Tools).


O Pro Compressor (fig. 1) talvez seja um dos principais plugins da série “Pro”. Não espere nada com coloração ou que emule compressão analógica, pois não é essa a proposta. Ele foi feito para ser sua escolha na hora de buscar uma compressão “transparente”, que possa trazer mais estabilidade ao som, sem distorções ou alterações “timbrísticas” aparentes.
Seu grande diferencial são seus modos de detecção. Diferente da maioria dos compressores, ele possui várias configurações de regulagem do detector (fig. 1A). A opção SMART vem como padrão, para moldar a detecção de acordo com o sinal, mas vale a pena explorar os outros modos. A opção RMS é boa para usar em mixagens fechadas, ou grupos de instrumentos por exemplo. AVG (average), que significa “média” em inglês, é bom em instrumentos que não têm ataque tão rápido, como vocais, sopros etc. As opções PEAK e FAST são voltadas aos instrumentos com ataque bem definido como uma bateria, percussão, guitarra funk ou um baixo com slap por exemplo.
À parte disso, outra pequena preciosidade incluída neste plugin é o botão de Solo Gain Reduction, que fica ao lado dos modos de detecção (fig. 1B), que é uma ótima maneira de você entender mais sobre a atuação do seu compressor.
Mais abaixo, temos a seção de Sidechain, que também é um pouco mais completa do que no Dyn3 Compressor/Limiter, pois possui filtros peaking/notch, que permitem com muita facilidade usar o Pro Compressor para atenuar baseado em uma faixa de frequência específica. Por exemplo, em vocais, você poderia ajustar para o Pro Compressor atenuar de acordo com as baixas frequências para amenizar momentos que em o cantor emite com muita ênfase palavras com “p” e “b”, que costumam gerar excessos.
Para finalizar, temos também o controle de “Mix”, que também não existe no Dyn3. Não é nada muito fantástico, mas é um facilitador sempre que estiver pensando em fazer compressão paralela.

Pro Limiter vs. Maxim
O Pro Limiter (fig. 2) entra na categoria dos “ultra-maximizers”, como o Maxim da Avid e L1, L2, e L3 da Waves.
Não há muito o que falar, a não ser a dura realidade. O Maxim, foi desenvolvido muitos anos atrás, e distorce o sinal relativamente rápido, por isso é raramente usado hoje em dia como plugin de masterização/finalização em qualquer ambiente profissional.
O Pro Limiter veio então para preencher esta lacuna no Pro Tools, ou seja, oferecer um Ultra-Maximizer com desenvolvimento mais moderno, capaz de limitar muito mais o sinal sem o lado negativo das distorções aparentes.
Porém ele não para por aí, pois também possui os mesmos modos de detecção vistos no Pro Compressor.
Também está bem mais atualizado com relação às medições, pois nos dias de hoje, se fala muito mais em medição de Loudness em LUFS e True Peak do que a medição por picos.
Ele é capaz de analisar Loudness de acordo com os todos os padrões necessários (Fig. 2A), e ainda inclui um Audiosuite para analisar um trecho de áudio instantaneamente, sem precisar dar play no material de fato.
Para finalizar, temos o parâmetro Character (fig. 2B), que gera uma saturação ao sinal, porém diferente do Maxim, de forma controlada.

Pro Expander vs. Dyn3 Expander/Gate
O Expander é um processador pouco conhecido, mas muito valioso. Sua ideia básica é atenuar sinais que estão abaixo do Threshold e é muito usado diminuir ruídos quando um instrumento não está sendo tocado, por exemplo.
Com relação ao Pro Expander, a primeira coisa a se notar é que temos também a nossa disposição os modos de detecção vistos no Pro Compressor.
Porém, repare que temos uma última opção um pouco diferente, que é o “Duck” (fig. 3A). Vale esclarecer que, neste caso, o termo “Duck” não é para ser traduzido como “Pato”. “Duck” ou “Ducking”, neste caso, tem a ver com o conceito de “abaixar”. A ideia é inserir o Pro Expander no canal com uma música de fundo e atenuar a música sempre que uma voz (por exemplo, uma narração) entrar em ação.
Este é um processo bem comum em trabalhos do mercado de rádio e TV, mas o conceito pode ser tranquilamente aplicado em música, abaixando a base de uma guitarra na hora do solo, por exemplo.
Para configurar, basta seguir os passos no Pro Expander:
1) Insira o Pro Expander no canal a ser atenuado;
2) Escolha a opção “Duck” nos modos de detecção (Fig. 3A);
3) Escolha um “Bus” como External Key Input (Fig. 3B);
4) Na área de Sidechain, procure a opção “Source” e altere para Ext-All (w/LFE) (Fig. 3C);
Agora, no canal da voz, configure um Send Pre Fader para o mesmo Bus e coloque o fader em 0 dB (fig. 4).
A princípio, a redução de ganho será muito drástica, mas você pode regular pelo parâmetro “Depth” do Pro Expander (Fig. 3D).

Pro SubHarmonic
Não há nenhum plugin similar na suíte padrão do Pro Tools que possa ser comparado com o Pro SubHarmonic (Fig. 5).Sabemos que um equalizador pode ser usado para acentuar baixas frequências existentes na fonte de sinal. Mas o que acontece se não houver nenhuma informação de baixa frequência na fonte de sinal? Ou se o usuário estiver em busca de algo mais impactante e enfático que nem existe na fonte sonora?
É nesta hora que o Pro SubHarmonic entra em ação. O que ele faz é gerar artificialmente sinais de baixa frequência baseado na fonte sonora. Principalmente para o mercado audiovisual, onde terremotos, ventos, explosões precisam usar e abusar do SubWoofer, o Pro SubHarmonic é muito bem-vindo.
No mercado musical, também não faltam situações em que ele pode ser útil. Um caso muito recorrente é de um bumbo que foi captado com muito “kick” e praticamente grave nenhum. Um equalizador talvez não resolva o problema como você quer. Surdo de Samba e SubKick em Rap, mesmo bem gravado, também podem ser beneficiados pelo Pro SubHarmonic. 
Uma das coisas que chamam atenção positivamente são as possibilidades de regulagem. Além de ser totalmente flexível com relação à sintonia e ganho de frequência e suas parciais, também permite colocar cada uma das frequências em “Solo”, que é ótimo para o usuário entender melhor que tipo de informação ele está manipulando. Também possui um controle de Drive que funciona muito bem, controles de passa alta e passa baixa e regulagem de Mix. 

Pro Multiband Dynamics
Este é mais um processador que não tem similar na suíte padrão do Pro Tools. Possui 4 bandas distintas como a maioria dos compressores multibanda do mercado, porém tem uma funcionalidade muito interessante: permite direcionar cada uma das bandas para um BUS diferente.
Isso é muito bem-vindo, pois o usuário pode ter as 4 bandas em canais auxiliares separados. Além de ficar muito mais confortável de regular ganho de cada faixa de frequência, o usuário ganha total flexibilidade para outros processamentos. Por exemplo, você poderia colocar reverberação apenas nas áreas médias, ou re-equalizar apenas os agudos ou saturar/distorcer apenas os graves utilizando qualquer plugin que venha a sua cabeça.

Conclusão
Acho uma pena estes plugins não serem incluídos na compra do Pro Tools, pois realmente foram uma grata surpresa. A Avid não é muito conhecida por desenvolver os principais plugins do mercado, então logicamente acaba havendo um pouco de preconceito do mercado. Mas para quem está disposto a investir em plugins, vale a pena deixar o preconceito de lado.

Percebe-se claramente que há muitas opções baseadas em feedback dos usuários e, com certeza, para quem usa Pro Tools, devem haver pacotes que façam valer a pena financeiramente o investimento, se comparado a compra de plugins de empresas terceirizadas.

Com isso, vamos ficando por aqui.
 

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