Conheça o Blue Note Rio, com projeto de som da Gabisom

Miguel Sá
redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

 

Em pouco mais de dois meses de funcionamento, a filial carioca do Blue Note se firma como o lugar dos amantes da música. Investimento em acústica, backline e projeto de sonorização são fundamentais para o sucesso da casa. Luciano, gerente da Gabisom, no Rio de Janeiro, contribuiu no desenvolvimento e na escolha do sistema Kara, da L´Acoustics.

 

 

 

Foi durante uma quarta-feira, 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, que Arthur Maia fez um show antecipando o lançamento do seu novo DVD O tempo e a música. Durante a apresentação, o músico relembrou que a Lagoa Rodrigo de Freitas (no Rio) e redondezas já abrigaram grandes casas de jazz do Rio de Janeiro, como o Mistura Fina, JazzMania e People, exaltando o surgimento do mais novo espaço dedicado à música livre. “Este é um projeto audacioso para o momento em que o país está”, ressalta Daniel Stain, um dos sócios do Blue Note Rio. “Queria uma casa que tivesse um som de primeira para a música boa no Rio de Janeiro. Não queria um som mais ou menos. E estamos aí, nessa empreitada, nos adaptando e também mostrando novidades ao mercado”, acrescenta.

Entre as novidades, a ideia de ter dois sets às quintas, sextas e sábados, por exemplo. “Também estamos criando dias temáticos. Um dia será de tributos, às quartas-feiras. Segunda-feira vai ser o instrumental MPB, com o Zé Paulo Becker, do Semente. Vamos ter às quintas de big band, as sextas de bossa-nova; enfim, uma programação temática para as pessoas virem independente de quem está tocando, sabendo que sempre vai ter um bom show”, aponta Stain.

 

 

 

Ideia

Desde jovem, quando estava em Nova York, Daniel Stain gostava de frequentar o Blue Note original. Um pouco mais velho, o empresário chegou a começar a faculdade de música, mas acabou se formando em economia. No entanto, no decorrer de sua vida profissional, sempre ficava, no fundo, aquela vontade de juntar a experiência profissional na sua área de formação com a música, a qual nunca abandonou de verdade. “Então conversei com o Luiz Calainho, que ficou apaixonado com a ideia (de abrir um Blue Note no Rio). Depois de quase um ano, inauguramos a casa”, comemora o músico e economista.

Para abrigar o Blue Note, foi escolhido, no Complexo Lagoon, na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, um local que já havia abrigado outra casa de shows chamada Miran­da. Para conseguir atingir a meta do melhor som possível, foram feitas mudanças importantes em relação à concepção do Miranda, começando pela posição do palco, que saiu do fundo do local e foi para o meio. “Desde o início queria tirar o palco do fundo. O teto caia lateralmente sobre o palco e o som tinha que ser mixado em mono porque sobrava grave no lado do teto mais baixo e embolava. E com o palco no meio, todos ficam próximos, com uma visão boa, e melhora a questão das pilastras que tem na sala. Então chamei o Sérgio Murilo e perguntei as consequên­cias disso para a acústica do local. Ele adorou a mudança e também achou melhor trabalhar assim”, detalha Stain.

 

 

 

Projeto

Sérgio Murilo é o coordenador técnico da casa e fala que a proposta do Blue Note Rio é ser uma casa com música de qualidade para um público exigente, músicos de excelência, ótimo sistema de som e, lógico, bons engenheiros de som trabalhando no local. Sérgio aponta um “quarteto” de ideias que sustentam o bom rendimento sonoro: “a primeira providência foi retirar o palco do fundo da sala como era na casa anterior. Na posição antiga do palco, o público não tinha uma boa ‘imagem sonora’ e nem uma boa visão do palco, com os artistas muito distantes do público. O som era mono e com sobras nas baixas frequências no canto direto da sala, exigindo correções, atenuações e cortes acentuados em determinadas frequências, alterando e deformando o projeto original do sistema de áudio desenvolvido pelo fabricante do equipamento”, expõe Murilo.

 

Para conseguir dar mais conforto ao público com relação ao áudio, o projetista precisou levar em conta as limitações do local e os resultados possíveis. “O espaço é pequeno e de arquitetura complicada para um bom resultado de áudio. O teto tem muitos desníveis, pé direito muito baixo e todos os contras para um bom resultado acústico final. Diante desse cenário, resolvi pensar em um conceito com pouco volume e maior distribuição sonora. Instalei alguns painéis no teto que atuam na faixa de 125 Hz a 4.000 kHz apenas para acalmar as frequências e reverberações indesejáveis, mas não consegui elimi­ná-las 100%, infelizmente. Como trabalhamos com a estética andando junto com a acústica, foi a melhor solução encontrada naquele momento”, justifica.

Com relação à distribuição do áudio, Murilo apostou em muitas caixas para poder obter uma boa cobertura sonora. “O projeto no início assustou pela quantidade de caixas penduradas no teto, mas funcionou como esperávamos. Possíveis cancelamentos de fase foram eliminados com o posicio­na­mento e alinhamento correto dos equipamentos”, explica. “Obviamente que as pessoas sentadas na frente do palco e nas primeiras mesas, perceberão o som que vem direto dos instrumentos. Isso é muito agradável quando o sistema da sala está bem projetado e o engenheiro de som está ouvindo bem a mix da house”, completa o coordenador.

A distribuição do sistema ficou da seguinte forma: L/R com um line de cinco L’Acoustic Kara mais R/L invertido para o PA com um line de três caixas Kara em cada lado. Um line de três Kara no centro e uma Arcs II da L’Acoustic em cada lateral na parte de trás do palco. Os subs, pendurados entre as colunas com cinco e três caixas, são os SB 18, também da L’Acoustic. “O Luciano, gerente da Gabisom no Rio de Janeiro, foi um profissional que contribuiu bastante no desenvolvimento do projeto e me influenciou na escolha do sistema Kara, da L’Acustics”, aponta Murilo. Além da Gabisom, a Cia da Luz fornece o equipamento de iluminação e a SoPalco o backline.

 

 

Segundo o projetista, o posicio­namento lateral da housemix em relação ao sistema não atrapalha a mixagem. “O engenheiro de som consegue rapidamente entender as poucas frequências residentes na sala e corrigi-las de forma adequada sem cortes desnecessários nos equa­li­zadores. Fica áudio praticamente ‘flat’ se não exagerar no volume geral”, diz Murilo, comemorando os elogios ouvidos de músicos e engenheiros de som brasileiros e estrangeiros que já tocaram no Blue Note Rio. As mesas usadas são a Yamaha CL5 para FOH e Yamaha QL5 no monitor. “Existe a possibilidade das duas funções (PA e monitor) na CL5 no caso de a banda trabalhar com apenas um engenheiro de som. A escolha das mesas foi para facilitar a vida dos técnicos que estão acostumados com a versatilidade do equipamento”, coloca Sérgio Murilo.

 

 

 

O show

 

E foi neste ambiente, por meio desse sistema e equipamentos, que cerca de trezentas pessoas (lotação do Blue Note) puderam curtir Arthur Maia acompanhado de Felipe Martins (bateria), Luiz Otávio (teclados), Ticão Freitas (guitarra), Rafael Maia (trombone), Bruno Santos (trumpete) e Marcelo Martins (Sax), além das participações de Ricardo Silveira da guitarra e Sergio Chiavazzoli no ban­dolim. Arthur e a superbanda tocaram figurinhas carimbadas do repertório do baixista, como Arthur e o Gigante (William Magalhães), Grooveland (Paulo Braga) e Alívio (Arthur Maia e Djavan), além de homenagens a Pixingui­nha e ao tio-avô de Arthur, compositor de alguns clássicos da música brasileira, J.Cascata. Durante mais de duas horas, alguns dos melhores músicos do Brasil (e, consequentemente, do mundo) fizeram a festa para o público que gosta de música do Blue Note do Rio de Janeiro.

 

  

O SOM DO ROCK IN RIO E DE MUITOS GRANDES EVENTOS!

A Gabisom Audio Equipment também sonoriza o Rock in Rio desde 2001 e o carnaval do Rio de Janeiro há mais de 15 anos. 

 

Gabisom Audio Equipament. Contato: gabisom@uol.com.br

 

Revista Backstage de Produção Musical (áudio, música, iluminação e tecnologia). Clique em https://goo.gl/6cY6Wc e fique por dentro das novidades do nosso mercado.

 

OUTRAS NOTAS IMPORTANTES PARA O NOSSO MERCADO NA SUA BACKSTAGE:
Assine: http://www.backstage.com.br/assine_1.php

Please reload

Destaque

Gustavo Victorino conquista o troféu de Comentarista de Televisão do Ano, no Prêmio Press 2019

November 12, 2019

1/10
Please reload

Posts recentes

October 7, 2019

October 3, 2019

September 25, 2019

September 19, 2019

Please reload

Nossas Redes
  • Facebook Classic
  • Twitter Classic
  • Instagram
SOBRE

REVISTA BACKSTAGE

 

A Revista Backstage é um publicação da Editora H. Sheldon e pode ser adquirida online através do site da editora, por assintura ou avulsa.

 

ANUNCIE

IMPRESSA OU DIGITAL

 

Clique aqui e se informe sobre as condições de anúncios em nossa revista ou site.

CONTATO
  • w-facebook
  • Twitter Clean
  • Instagram

Todos Direitos Reservados

Rua Iriquitiá, 392 - Taquara

Rio de Janeiro - RJ - CEP:22.730-150 

Telefones: (21) 3627-7945 /  2440-4549

E-mail: adm@backstage.com.br

© 2017 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS • REVISTA BACKSTAGE