Nos bastidores com Gustavo Victorino

April 9, 2018

O mau humor da moeda americana continua sendo um entrave para importadores. Com uma instabilidade que parece crônica, a cotação do dólar insiste em criar um clima de eterna prudência e faz com que alguns preços sejam puxados para cima de forma muito mais preventiva do que necessária. Em algumas semanas oscilou mais de 10%, levando pânico a quem acreditou nas bobagens do governo brasileiro que insiste em dizer que o pior já passou. 
 

Atípico 
Num ano diferenciado pela ausência da Expomusic, até então a catalisadora do segmento, muitas são as dúvidas que assolam o mercado e as relações entre os seus personagens. Novos eventos surgem e nisso reside a expectativa de uma mudança no perfil dos lojistas que cada vez mais são agraciados com cortesias e viagens de cunho quase turístico em eventos realizados isoladamente por empresas. O perigo está no sectarismo que isso provoca. Quem fica de fora reclama e ao lado dos demais “esquecidos” cria uma onda perigosa de reticências em relação a algumas marcas e fornecedores. Não se cuidando com essa prática, vão criar um monstro... 

 

Rabo quente 
Calma, o título dessa nota nada tem de erótico ou libidinoso. A expressão é usada para definir os amplificadores de potência que usam a corrente elétrica até a saída de áudio. Como não existe norma técnica proibindo a prática, a informação do fabricante ou importador é fundamental para evitar acidentes ou até uma tragédia. E aí começa o problema. Cabe ao consumidor buscar a informação e principalmente ao vendedor disponibilizar de forma clara os perigos oferecidos por equipamentos com essa caraterística quando manuseados ou instalados sem o devido cuidado. Alguns profissionais reconhecidos e renomados alertaram para esse perigo e foram até ameaçados. Vá entender...

 

Zanna 
Anotem o nome dessa novidade. A moça tem talento de sobra e cercada de craques lançou um disco gravado no Brasil e nos EUA que deveria obrigatoriamente tocar em todas as emissoras de bom gosto, sejam de rádio ou televisão. No país dos Todynhos e Pablos Vitares, música de qualidade merece, no mínimo, respeito e Zanna é talento para ficar.

 

Sem preconceito 
Nada contra a opção sexual e estética do Pabllo Vittar e muito menos contra a exuberância da Jojo Toddynho, o problema é a música deles. É muito ruim! 

 

História 
A produção e comercialização de instrumentos musicais no Bra

 

sil se confunde com a trajetória da Izzo. Ao completar um século de existência, a empresa liderada pela família Storino celebra mais do que um marco temporal, e, sim, uma conquista que transcende o negócio com um fim em si mesmo e passa a fazer parte da história. Ao longo de 100 anos, a Izzo consolidou muito mais do que o seu admirável conceito empresarial, tornando sua marca uma referência na gestão e no empreendedorismo de nosso país. Parabéns, Izzo! O Brasil e a música são privilegiados por ter vocês. 


Queen
Vocês sabem quem é Alírio Netto? Esse catarinense foi escolhido para ser a voz e a performance do Queen num projeto conduzido por nada menos que Brian May e Roger Taylor, da formação original do grupo. O espetáculo Queen Extravaganza contará a história da banda e caberá ao brasileiro dar voz e performance ao inesquecível Freddie Mercury. A estreia será em Londres ainda esse ano. 

 

Carnaval 
Parece que a mesmice musical se repete a cada ano. Nada novo ou significativo nos acordes carnavalescos. Na Marques de Sapucaí ou no sambódromo paulista mudam as letras, mas as harmonias repetitivas tornam enfadonha a audição de sambas enredo das escolas. Na Bahia e em Recife, o apelo às músicas antigas se tornou inevitável para salvar a alegria e a interatividade dos foliões. Em suma, musicalmente, o carnaval está cada vez mais chato. 

 

Avanço 
O sertanejo feminino brasileiro pode conquistar um espaço que os sertanejos mais conhecidos nunca conseguiram, espaço além-fronteiras. Quatro artistas internacionais, entre eles Laura Pausini, já confirmaram sua vinda ao nosso país para gravar músicas em parceria com cantoras sertanejas brasileiras. 

 

Moda 
Com o sucesso do Pabllo Vittar, pelo menos meia dúzia de artistas trans começam a buscar seu espaço. Apostando também na moda, alguns transformistas com experiência em espetáculos teatrais arriscam seu primeiro disco sempre na vertente dançante com letras curtas e diretas. Do que tentei ouvir, notei que a qualidade é a mesma do original. 

 

Raridade 
Quem tem uma guitarra semi-acústica da Waldman não se desfaz facilmente do instrumento. Confeccionadas com uma qualidade muito acima de média e vendidas à época por um preço altamente competitivo, os instrumentos têm um acabamento espetacular e foram descontinuados pela marca exatamente pela dificuldade de manter o preço final ao consumidor. Quem vende, está até ganhando dinheiro e quem compra fica surpreso com o que encontra nas mãos. 

 

Seleção 
Os novos lojistas admitem a dificuldade de obter crédito em volume mais significativo para a manutenção dos seus estoques. Até 2006, a lei de execuções no Brasil era extremamente benéfica aos devedores e consequentemente danosa a quem tomava um calote. Apesar da mudança, fornecedores mantêm a prudência e fazem uma espécie de seleção natural também no preço praticado para alguns lojistas. Apesar de surpreendente, tem gente pagando diferenças de até 60% no mesmo produto. 

 

Novidade 
A compra da Harman pela Samsung vai colocar algumas novidades no mercado já esse ano. Embora ainda em segredo, dois deles trazem a tecnologia Samsung embarcada. Em contrapartida, a Samsung vai anunciar em breve a nova linha de televisores com os falantes da JBL. A boa surpresa é que os preços não devem mudar. 

 

Phil Collins 
A passagem do astro pelo Brasil foi marcada pela usual competência de um dos maiores hitmakers do mundo. Inobstante isso, Phil pilota uma banda que dispensa maiores comentários, com destaque para o iconoclasta baixista Lee Sklar. 

 

Máxima irritantemente verdadeira 
Nem todo o grande instrumentista é um bom professor e nem todo o bom professor é necessariamente um bom instrumentista. 

 

Vai acabar 
O uso indiscriminado de riffs ou trechos de músicas consagradas por parte de DJs e produtores pode estar com os dias contados. A RIAA, a temida associação fonográfica americana, anuncia uma investida pesada na cobrança de direitos autorais e conexos sobre obras que vêm sendo exploradas comercialmente sem nenhuma remuneração ou autorização do seu autor. Como a prescrição dos direitos autorais sobre a obra dos Beatles está prestes a ser atingida, abrem-se as portas para os oportunistas de plantão. A RIAA tenta aprovar no congresso americano uma mudança na lei para preservar um direito mínimo do artista sobre a sua obra, mesmo após os 50 anos previstos na legislação do Tio Sam. 

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Destaque

Gustavo Victorino conquista o troféu de Comentarista de Televisão do Ano, no Prêmio Press 2019

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