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COLUNISTAS

Homenagem a Eddie Van Halen

03/11/2020 - 13:18h
Atualizado em 03/11/2020 - 15:12h

 

 


 

Figura 1 (acima): Eddie Van Halen e sua ‘Frankenstrat’ no palco em 1978. Fonte: Lynn Goldsmith/Corbis

 

Difícil dimensionar os impactos que determinados músicos, bandas e artistas provocam, em termos de técnicas, composição, comportamento. No entanto, alguns são tão diferenciados que se tornam ícones, lendas e ídolos. The Beatles, David Bowie, Rush, somente para citar alguns, desafiaram padrões e se transformaram em referências eternas, influenciando gerações sob diversos aspectos, pela inovação, originalidade e evolução musical em suas trajetórias. A esta seleta lista, inclui-se mais um nome: Eddie Van Halen. Nesta conversa, uma singela homenagem a ele que é um dos mais revolucionários guitarristas de todos os tempos e que faleceu em outubro de 2020, deixando uma legião de fãs e principalmente discípulos, guitarristas que foram decisivamente influenciados pelo estilo singular, pelas inovações técnicas e pelo protagonismo que a guitarra elétrica teve com esse espetacular músico. A trajetória desse magistral músico e compositor será apresentada com a abordagem das turnês e lighting designers, como também os impactos da banda na produção de shows.

 

Edward Lodewijk Van Halen nasceu em Nijmegen (cidade localizada na província da Guéldria, no leste dos Países Baixos) em 26 de janeiro de 1955. Na infância, mudou-se com sua família para a Califórnia (EUA) no ano de 1962. Enquanto crescia na cidade de Pasadena (situada a 18km da capital Los Angeles), “Eddie” (como era chamado) e seu irmão Alex, filhos de um clarinetista, saxofonista e pianista, Jan Van Halen, tiveram aulas de piano clássico, com ênfase no aprendizado de música clássica em estilo rítmico livre. Nesse mesmo período Eddie já se destacava musicalmente, inicialmente se interessando pela bateria como principal instrumento. Ainda em 1964, os irmãos Van Halen formaram um duo chamado The Broken Combs e mais tarde The Trojan Rubber Co.

 

Na adolescência, no entanto, inverteram os instrumentos: Eddie mudou para a guitarra (com aprendizado autodidata) e Alex para a bateria. Com isso e fortemente influenciados por Jimi Hendrix e Cream – principalmente esta banda, para Eddie, muito especialmente pela influência do guitarrista inglês Eric Clapton -, abandonaram a música clássica e fundaram um trio de Rock’n’Roll chamado inicialmente Genesis (com Mark Stone no baixo), mas, em função da homônima progressiva inglesa, mudaram o nome da banda para Mammoth, em 1972.

 

Naquele mesmo ano, ‘contratados’ para animarem uma festa,


os irmãos Van Halen locaram um sistema de som de um conhecido chamado David Lee Roth que se ofereceu para cantar na banda. Para economizar no som, aceitaram o novo vocalista. Em 1974, com a saída de Stone, recrutaram o baixista Michael Anthony para uma nova banda, já intitulada Van Halen.


Em poucos anos, a banda se tornou extremamente popular na cena Hard Rock da cidade de Los Angeles.

 

Além das canções bem-humoradas e os vocais únicos de Roth, o que mais impressionava era a guitarra de Eddie. Com evidentes influências de Jimi Page e Allan Holdsworth, acrescentadas às técnicas de tapping já exploradas anteriormente por Steve Hackett (Genesis) e Billy Gibbons (ZZ Top) (sem contar no extraordinário Roy Smeck ainda na década de 1920), Eddie popularizou e elevou essa técnica a um outro patamar. Além de licks extremamente rápidos e poderosos riffs, adicionou a exploração de harmônicos (naturais e com tapping), uso de intervalos musicais com as duas mãos (two-hands) e adição de efeitos modificados (flanger, phaser), sem contar as explorações de sonoridades únicas com amplificadores (criando o que chamou de “brown sound”) e incorporação de outros recursos na guitarra (como a fabricação dos captadores, ponte com alavanca e microafinação, entre outras modificações únicas nas suas guitarras). A guitarra “Frankenstrat” virou uma lenda e uma réplica integra o acervo do National Museum of American History (em Washington DC, EUA) , uma honraria inigualável.

 

Mas as inovações não se restringiram à guitarra, além da sonoridade de toda a banda, como também à produção dos shows. Após lançarem o impactante álbum de estreia, intitulado “Van Halen” em 1978 (com destaques para “Running With The Devil”, “Ain’t Talking ‘Bout Love” e “Eruption”, um solo inigualável), entraram em uma turnê mundial como banda de apoio para Journey (março e abril, EUA e Canadá) e Black Sabbath (Europa e EUA, de maio a dezembro). Nos meses de maio e junho arriscaram-se em uma mini turnê solo com alguns shows na Europa e mais cinco shows no Japão.

 

Ocorreu então uma guinada na carreira da banda a partir de um encontro com Pete Angelus, ainda em 1978. Produtor e gestor cultural na busca de uma consolidação na carreira, Angelus foi decisivo desde o primeiro momento, assumindo a direção da arte da banda, influenciando na imagem a partir do segundo álbum (Van Halen II, lançado em 1979, com destaques para Dance The Night Away, Light Up the Sky e outro solo, Spanish Fly) e, principalmente, projetou e dirigiu a iluminação cênica para a primeira turnê mundial como atração principal (World Vacation Tour) – sendo considerado um paradigma de projeto e implementação (seriam necessários sete trailers de equipamentos somente para a iluminação), sendo referência para os shows e turnês que viriam, para todas as bandas. Além da iluminação e direção de arte, Angelus ainda seria responsável pelos videoclipes da banda que surgiram ao mesmo tempo do nascimento da MTV em 1981, além de outros produtos, até 1985.

 

Lançaram o terceiro álbum Women and Children First (1980) e fizeram mais uma turnê mundial – World Invasion Tour, de março a dezembro. No ano seguinte, lançaram Fair Warning, com a turnê de mesmo nome, restrita ao EUA e Canadá, em uma série de 87 shows. Nesse período, intensificaram-se os problemas com equipamentos e acidentes nos palcos.

 

 


Figura 2: Van Halen na turnê “World Vacation Tour” (1979). Fonte: A Pop Life (NL)

 

Com isso, a banda Van Halen foi responsável por mais um legado para a história do Rock’n’Roll (e da indústria da música em geral). Mesmo não sendo original nem inédito, produziram um Technical Rider complementar aos contratos que tiveram um efeito notável na produção de shows, desde então (os primeiros documentos técnicos foram produzidos para as turnês que The Beatles fizeram nos EUA, em 1964). Eles foram uma das primeiras bandas a usar "lista de desejos” (algo comum atualmente, mas inexistente em 1982). Também foram pioneiros em requisitos específicos, tais como disponibilidade de energia e detalhes de construção do palco. Mas as demandas não se limitaram a questões técnicas: especificaram que no camarim houvesse uma tigela de doces M&Ms, com todos os marrons removidos (tratava-se de um teste para saber se a produção local realmente havia lido e atendido todos os termos do contrato). Pete Angelus assumia definitivamente a direção de iluminação e produção geral dos shows.

 

Assim, após do lançamento de Diver Down (1982), seguiram com a Hide Your Sheep Tour, turnê realizada na América do Norte (EUA e Canadá) e na América do Sul (em cinco países) que passou pelo Brasil em janeiro e fevereiro de 1983 (primeira e única vez no país), com shows em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, sendo três shows em cada cidade. No meio dessa turnê, Eddie gravou um dos mais memoráveis solos de guitarra de todos os tempos a convite de Michael Jackson (e uma ‘dívida’ a Quincy Jones): o solo da canção Beat It (integrante do magistral Thriller, de 1983). Muitos críticos acreditam que com o fim dessa turnê (show no US Festival 1983), iniciaram-se os problemas que levaram a mudanças drásticas na banda.

 

Em 1984, lançaram MCMLXXXIV (1984, em romanos), o mais bem sucedido álbum até então (com hits tais como Panama, Hot ForTeacher e Jump), com turnê subsequente, e uma sonoridade diferenciada, pela adição de sintetizadores tocados ao vivo por Eddie (na turnê anterior, eram tocados por Michael Anthony). No fim da turnê, David Lee Roth anunciou sua saída (como fez Pete Angelus), sendo substituído pelo vocalista e guitarrista Sammy Hagar. Para a iluminação, Hagar indicou David Davidian, com quem já havia trabalhado e se tratava de um conhecido da banda desde a primeira turnê (pois era ele quem iluminava a banda americana Journey na primeira turnê, em 1978).

 

 


Figura 3: Van Halen na turnê “1984 Tour” (1984). Fonte: Replicate Media

 

Assim, em 1986, Van Halen lançou 5150 (nome do estúdio de Eddie), primeiro álbum com Hagar nos vocais e guitarras, e para a turnê de mesmo nome, mudanças substanciais. Eddie assumiu definitivamente os teclados (Why Can’tThis Be love?, Dreams e Love Walks In, entre outras). Um visual mais limpo, onde os amplificadores ficavam escondidos atrás de grades, retornos embutidos no piso, permitiam mais amplitude do palco, ricamente iluminado. A predominância de refletores do tipo PAR 64, que acompanhavam a banda desde 1979, ainda estava presente, com destaque na participação do Van Halen no Monsters of Rock em 1988.

 

Para o álbum seguinte, OU812 (1989) com turnê homônima, Davidson adotou um sistema de iluminação de palco com treliças formando cinco grandes triângulos e uma treliça central circular, formando, ao todo, uma estrela. Nesses triângulos, os refletores PAR 64 formavam as letras “OU812”, mas o diferencial estava na inclusão de moving lights Vari*Lite VL1, mesmo com certa resistência da produção da banda. No todo, foram 900 refletores PAR 64 e 25 luminárias moving lights do tipo VL1.

 

 


Figura 4: Van Halen na “Monsters Of Rock Tour” em Bufallo (NYC) (1988). Fonte: Replicate Media

 

Em 1991, lançaram o aclamado For Unlawful Carnal Knowledge (com destaque para Poundcake e Right Now), cujo conceito da turnê de mesmo nome foi a adoção de sistemas automatizados de iluminação, marcando assim uma guinada na produção de shows da banda. Essa também seria a última turnê de Davidson com a banda Van Halen. Quem assumiria a iluminação seria a dupla John Featherstone e LeRoy Bennett que conduziram a Right Here Right Now Tour, realizada em 1993, com 61 shows nos EUA e Europa.

 

Para o próximo álbum, Balance (1995) (destaque para Can’t Stop Loving You), vários conflitos internos impactaram nas gravações e na realização dos shows. Mas não impediram inovações na produção da iluminação cênica. Chris Stuba, Lighting Designer da turnê homônima, utilizou moving mirrors Intellabeam controlados por um console Compulite Animator, um dos primeiros a utilizar o protocolo DMX-512, além da programação com o WYSIWYG que havia sido disponibilizado no mercado no ano anterior.

 

No mesmo período, após diversas manifestações de dores insuportáveis, Eddie foi diagnosticado com osteonecrose. Com a saída de Hagar, e após um hiato de três anos, voltaram em 1998 com um novo álbum (“III”), um novo vocalista, Gary Cherone (da banda americana Extreme) e uma nova turnê, que passou pela América do Norte (EUA e Canadá), Europa (Alemanha e Finlândia), Oceania (Austrália e Nova Zelândia) e Japão. Foram 81 shows conduzidos pelo excelente Lighting Designer Howard Ungerleider, braço direito da banda canadense Rush, que também estava em hiato naquele momento. Ao mesmo tempo que Ungerleider trouxe um novo conceito para os espetáculos – o número 3 do título do álbum marcando cada músico com Follow Spots além de cores mais intensas e profundas – a turnê foi encerrada no fim daquele ano pois Eddie já não suportava mais as dores, passando por uma cirurgia no ano seguinte. Além disso, também foi diagnosticado com um câncer de língua em 2000 – que necessitou de cirurgia – sendo considerado curado em 2002.

 

Em 2004, retornaram com Sammy Hagar novamente para três novas canções (lançadas como singles e em uma compilação) e mais uma turnê – Best Of Both Worlds – com 80 shows (basicamente Estados Unidos, Canadá e uma apresentação em Porto Rico), e uma equipe espetacular para a iluminação - Mark Fisher para a cenografia, Ethan Weber para a direção de iluminação e os Lighting Designers Steve Cohen e Joel Young. Mesmo com uma turnê bem sucedida, no fim, novos problemas surgiram, principalmente relacionados ao alcoolismo de Eddie. Isso culminou na saída de Hagar e Michael Anthony, membro original da banda.

 

Com David Lee Roth nos vocais e Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, no baixo, voltaram a excursionar em 2007 e 2008 para uma nova turnê, somente com shows nos Estados Unidos e Canadá. Nesse período, foram indicados ao Rock and Roll Hall Of Fame. Voltaram aos estúdios para a gravação de um novo disco com canções inéditas somente em novembro de 2010. Assim, A Different Kind of Truth, lançado em 2012, seria o primeiro lançamento em quatorze anos, com a última formação e que seria também a derradeira. A turnê, também conhecida como Viva La Van Halen Tour, iniciou em março de 2012 e terminou em julho de 2013, com shows nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. Ainda em 2012, Eddie seria submetido a uma cirurgia emergencial devido a um surto grave de diverticulite. A recuperação pós-cirúrgica levou ao adiamento das datas agendadas no Japão.

 

Voltaram ainda em 2015, para mais uma turnê (North American Tour). Bob Hughes, que já trabalhava na produção de palco desde 2004, ficou incumbido do projeto e implementação da iluminação cênica. Ao todo, foram 41 shows em 39 cidades.

 


Figura 4: Van Halen na “North American Tour” (2015). Fonte: CEDOC

 

Eddie foi novamente hospitalizado em 2019 e após dura luta contra o câncer de garganta diagnosticado em 2014, faleceu em decorrência dessa doença no hospital Saint John's Health Center em Santa Monica, California (EUA), no dia 6 de outubro de 2020, aos 65 anos.

 

Várias foram as homenagens em vida (prêmios e menções em revistas, especializadas tais como a eleição do público como o maior guitarrista de todos os tempos pelos leitores da Guitar World Magazine, em 2012) e outras que ainda repercutiram e ocorreram nas últimas semanas de outubro, após sua prematura morte. Alguns dos marcos da infância de Eddie em Pasadena (California, EUA) tornaram-se memoriais onde os fãs rendem homenagens a esse músico espetacular.

 

Eddie foi um guitarrista virtuoso, inovador e autêntico, que trouxe múltiplas técnicas e muita diversão para o Rock’n’Roll. Possivelmente, um dos últimos ‘Guitar Heroes’; lendário por suas contribuições e influências que ainda transformam crianças, adolescentes e adultos em sonhadores e discípulos em múltiplos instrumentos, como também um compositor sensível e um músico respeitado, admirado e fundamental para o desenvolvimento da guitarra elétrica nos últimos quarenta anos. Fica a eterna gratidão e respeito a esse ícone e mestre do Rock’n’Roll. Muito Obrigado, Eddie!!!

 

Abraços e até a próxima conversa!!!

 

Homenagem a Eddie Van Halen
Cezar Galhart

COMENTÁRIOS

Só li verdades! Parabéns pela matéria Farat

- Guile

Ótimo texto Zé parabéns !!!!! Aguardando os próximos!!!

- Marco Aurélio

Adoro ver e rever as lives do Sá! Redescobri várias músicas da dupla valorizadas pela execução nas "Lives do Sá". Espero que esse trabalho volte de vez em quando. O Sá, juntamente com o Guilherme Arantes e o Tom Zé, está entre os melhores contadores de casos da MPB. Um livro com a história da dupla/trio escrito por ele seria muito interessante!

- Bruno Sander

Ontem foi um desses dias em que a intuição está atenta. Saí a caminhar pela Savassi sabendo que iria entrar naquela loja de discos onde sempre acho algo precioso em vinil. Já na loja, fui logo aos brasileiros e lá estavam o Nunca e o Pirão de Peixe em ótimo estado de conservação, o que é raríssimo. Comprei ambos. O 2º eu já tinha, meio chumbado. O Nunca eu conhecia de CD, e tem algumas das músicas que mais gosto da dupla, p. ex. Nuvens d'Água (acho perfeita), Coisa A-Toa (alusão à ditadura?), e outras. Me disseram que o F. Venturini é fã do Procol Harum, e realmente alguns solos de órgão dele fazem lembrar a banda inglesa.

- João Henrique Jr.

Que maravilha de matéria. Me transportei aos anos de ouro da música brasileira

- Sidney Ribeiro

Trabalho lindão. Parabéns à todos os envolvidos!

- Anderson Farias de Melo

O que dizer do melhor disco da música nacional(minha opinião). Tive o prazer em ver eles como dupla e a volta como trio em um shopping da zona leste de sampa. Lançamento do disco outra vez na estrada. Espero poder voltar a vê-los novamente, já que o Sa hoje mora fora do Brasil. E essa Pandemia, que isolou muito as pessoas. Obrigado por vocês existirem como músicos, poetas e instrumentistas. Vocês são F..., Obrigado, abracos

- Luiz antonio Rocha

Que maravilha Querido Paulinho Paulo Farat!! Obrigado por dividir conosco momentos tão lindos , pela maravilha de pessoa e imenso talento que Vc sempre teve, tem e terá, sempre estará no lugar certo e na hora certa ! Emocionante! Tive a honra de trabalhar muitas vezes com Vc, em especial na época do Zonazul , obrigado por tudo, parabéns pela brilhante carreira e que Deus Abençõe sempre . Bjbj

- Michel Freidenson

Mais uma vez um texto sensacional sobre a história da música e dos músicos brasileiros. Parabéns primo e obrigado por manter viva a memória dessas pessoas tão especiais para nós E vai gravar o vídeo desta semana! Kkkk

- Carlos Ronconi

Grande Farat!!! Bacana demais a coluna! Cheio de boas memorias pra compartilha!!!

- Luciana Lee

Valeu Paulo Farat por registrar nosso trabalho com tanto carinho e emoção sincera. Foram momentos profissionais muito importantes para todos nós. Inesquecíveis ! A todos os membros de nossa equipe,( e que equipe! ) Nosso Carinho e Saudades ! ???? ???????????????????? Guilherme Emmer Dias Gomes Mazinho Ventura Heitor TP Pereira Paulo Braga Renato Franco Walter Rocche Hamilton Griecco Micca Luiz Tornaghi Carlão Renato Costa Selma Silva Marilene Gondim Cláudia Zettel (in memoriam) Cristina Ferreira Neuza Souza

- Alberto Traiger

Depois de um ano de empresa 3M pude fazer o bendito carnê e comprei uma vitrolinha (em 12X) e na mesma hora levei Pirão, Quatro (Que era o novo), Es´pelho Cristalino e Vivo do Alceu, fiquei um ano ouvindo e pirando sem parar, depois vi o show do Quatro em Campinas. Considero o mais equilibrado de todos, sendo que sempre pendendo pro rural e nem tanto pro urbano, um disco atemporal podendo ser ouvido em qualquer situação, pois levanta o astral mesmo. No momento, Chuva no campo é ''a favorita'', mas depois passa e vem outra, igualzinho à aquela banda de Liverpool, manja????

- Ademilson Carlos de Sá

B R A V O!!! Paulo Farat não esqueça: “Afina isso aí moleque!” Hahahaha Tremendo profissional, sou teu fã, Grande abraço!

- Dudu Portes

Show é sensacional. Mas a s sensação intimista de parecer que a live é um show particular, dentro da sua casa, do seu quarto, é impagável. Parabéns família, incluindo Guarabyra e Tommy...

- Ricardo Amatucci

Paulo Farat vai esta nas lives do Papo Na Web a partir de amanha apresentando "Os Albuns Que Marcaram As Nossas Vidas"" Não percam, www.facebook.com/depaponaweb todas as terças-feiras as 20:00 horas

- Carlos Ronconi

Caro Luiz Carlos Sá, as canções que vocês fazem são maravilhosas, sinto a energia de cada uma. Tornei-me um admirador do trabalho de vocês no final dos anos 1970 com o LP Quatro e a partir de então saí procurando os discos de vocês, paguei um preço extorsivo pelo vendedor, os LP's "Casaco Marrom" do Guarabyra e "Passado, Presente e Futuro" (primeiro do Trio), mas valeu. tenho todos em LP's e CD's até o Antenas, depois desse só em CD's e o DVD "Outra Vez Na Estrada" exceto o mais recente "Cinamomo" mas em breve estarei com ele para curtir. A última vez que vi um show da dupla (nunca vi o trio em palco), foi no Recife no dia 16/04/2016 na Caixa Cultural, vi as duas apresentações. Levei dois bolos de rolo pra vocês, mas o Guarabyra não estava. Quero registrar que tenho até o LP "Vamos Por Aí", todos autografados, que foi num show feito no Teatro do Parque, as apresentações seriam nos 14,15 e 16/10/1992 mas o Guarabyra perdeu o voo e só foram dois dias, no dia do seu aniversário e outro no dia 16. Inesquecível. Agora estou lendo essas crônicas maravilhosas. Grande abraço forte e fraterno e muita saúde e sucesso pra vocês, sempre. P.S. O meu perfil no Facebook é Xavier de Brito e estou lá como Super Fã.

- Edison Xavier de Brito

Me lembro de ter lido algumas destas crônicas dos discos quando voce as publicou no Facebook em 2013, Sá. Muito emocionante reler e me emocionar de novo. Voces foram trilha sonora importantíssima dos últimos anos da minha vida. Sou de 1986, portanto de uma geração mais nova que escuta voces. Gratidão e vida longa a voces!

- Luiz Fernando Lopes

Salve!!! Que maravilha conhecer essas histórias de discos que fazem parte da minha vida. Parabéns `à Backstage e ao Sá! E, claro, esperando a crônica do Pirão. Esse disco me acompanha há mais de quarenta anos! Minhas filhas escutaram desde bebês e minha neta, que vai nascer agora em setembro, vai aprender a cantar todas as músicas!

- Maurício Cruz

com esse time de referências musicais (exatamente as minhas) mais o seu talento, não tem como não fazer música boa!!!! parabéns!!! com uma abraço de um fã que ouve seus discos desde essa época!

- nico figueiredo

Boa noite amigo, gostei muito das suas explicações, pois trabalho com mix gosto muito mesmo e assistindo você falando disso tudo gostei muito um abraço.

- Rubens Miranda Rodrigues

Obrigado Sá, obrigado Backstage, adoro essas histórias, muito bom, gostaria de ouvir histórias sobre as letras tbém, abç.

- Robson Marcelo ( Robinho de Guariba SP )

Esperando ansioso o Pirão de Peixe e o 4. Meu primeiro S&G

- Jeferson

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