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COLUNISTAS

O pioneirismo de Jean Rosenthal na criação da figura do lighting designer

26/10/2021 - 16:35h
Atualizado em 27/10/2021 - 10:05h

 

A trajetória histórica da iluminação cênica, mesmo com tantos capítulos ainda a serem estudados e produzidos, não poderia ser completada sem as fundamentais contribuições de uma brilhante e magistral Lighting Designer, precursora inclusive por essa designação na produção de espetáculos: Jean Rosenthal. Como uma singela homenagem, essa conversa será dedicada a ela, a mais importante Lighting Designer da história, cujo legado está presente em cada movimento, em cada gesto, em cada expressão, nos musicais e espetáculos de dança contemporâneos.

 

O início do século XX foi marcado por diversas inovações, transformações e novas concepções em diversas áreas, decorrentes de um processo de modernização decisivamente impactado pela implementação da eletricidade como principal fonte de energia para os projetos urbanísticos e de interiores, nas residências, nas fábricas, nos escritórios e nos teatros.

 

Como consequência direta, novas luminárias foram criadas com a lâmpada incandescente convencional, e como resultado, novas possibilidades, proporcionadas por geniais iluminadores tais como Appia, Craig e Reinhardt, cujas concepções estéticas e ideias espetaculares definiram a estética da iluminação cênica naquele momento e que se perpetuam até a atualidade.

 

No entanto, nas primeiras décadas dessa época vanguardista, a iluminação cênica ainda ficava sob a responsabilidade dos cenógrafos e eletricistas, sendo o “iluminador” uma atribuição complementar a esses profissionais, ou mesmo, aos diretores dos espetáculos. As produções nesse período histórico eram realizadas por múltiplas ocupações, conduzidas por versáteis artífices, muitos deles imigrantes, que traziam, além das bagagens com pertences pessoais, muitas histórias, desafios e experiências em diversas áreas, não somente nas artes cênicas, mas na carpintaria, marcenaria e outras artes e ofícios.

 

Assim também se configurava a conjuntura histórica e social nos Estados Unidos da América e principalmente em Nova Iorque no início do século XX. Foi nesse cenário multidisciplinar e complexo que nasceu Eugenie Rosenthal, na “cidade do mundo”, no dia 16 de março de 1912. Filha única e segunda dos três filhos de um casal de médicos romenos, a psiquiatra Pauline Scharfman e o otorrinolaringologista Morris Rosenthal, que emigraram da Romênia na década de 1880, sendo ambos filhos de alfaiates.

 

Desde sua mais tenra infância, Eugenie já se destacava pela criatividade e inventiva curiosidade, e por influência principalmente de sua mãe, que adotava concepções educacionais progressivas, foi matriculada com seus irmãos na Ethical Culture School, no Bronx, cujo ensino prezava pelas artes, e mais tarde no The Manumit School for Workers' Children, um internato progressista na cidade de Pawling, New York, voltado à uma formação prática e autônoma (isso, no início da década de 1920). No ensino médio, Eugenie estudou no Friends Seminary em Manhattan, um ambiente educacional mais rígido e formal, cuja metodologia de ensino tradicionalista representou uma séria barreira no seu aprendizado. Com muitas dificuldades, aos dezesseis anos, Rosenthal concluiu essa etapa educacional, mas com um fraco desempenho acadêmico.

 

 

Figura 1: Jean Rosenthal realizando ajuste fino de iluminação cênica. Fonte: The Martha’s Vineyard Times.

 

 

Pelas baixas notas, inadequadas para ser aceita em uma faculdade de prestígio, Eugenie se matriculou na Neighborhood Playhouse School of the Theatre, em Manhattan, um conservatório de artes cênicas em período integral com enfoque social. Além de uma mais adequada e fácil adaptação, Rosenthal conheceu suas principais influências, que a acompanharam em toda a carreira, tais como o pianista e compositor americano Louis Horst (1884-1964); a atriz, produtora e diretora estadunidense Irene Lewisohn (1892-1944); e principalmente a Professora Martha Graham (1894-1991), também bailarina, coreógrafa e diretora americana, que desenvolvia um trabalho experimental e revolucionário de dança moderna.

 

Entre 1928 e 1930, Eugenie passou a acompanhar mais de perto o trabalho de Graham, atuando em diversas áreas de produção e como assistente técnica para os espetáculos de dança daquela diretora (e que se tornou vitalício, pois Rosenthal trabalhou com Graham em 36 produções até sua morte). Foi nesse período que já havia adotado o nome Jean Rosenthal como assinatura e marca de uma estudante e profissional dedicada e especialista na iluminação para a dança.

 

Por incentivo de Graham, para uma formação mais técnica e formal, Jean Rosenthal se matriculou na Escola de Drama da Universidade de Yale (Yale School of Drama), onde estudou de 1931 a 1934, no curso de design de iluminação, recém-criado. Foi em Yale que Rosentahl conheceu o Professor e Teórico estadunidense Stanley McCandless (1897-1967). Não somente McCandless pode desenvolver com Rosenthal algumas de suas mais conhecidas teorias para a iluminação cênica, como teve nela a sua mais leal e decisiva discípula. Por mérito ao seu destacado desempenho discente, Rosenthal recebeu o prêmio e bolsa de estudos Henrietta Lord Memorial Award por seu desempenho em Yale, no ano de 1932.

 

 

Figura 2: Martha Graham no espetáculo solo “Frontier” (1935). Fonte: Barbara Morgan/The National Museum Of Dance.

 

 

Após concluir o curso e retornar para Nova Iorque em 1935, depois de alguns trabalhos voluntários, ingressou profissionalmente no “One At Project”, parte do “Works Progress Administration Federal Theatre Project” (projeto dedicado a criar empregos para artistas impactados pela Grande Depressão de 1929), que resultou em colaborações com o ator e produtor romeno John Houseman (1902-1988) e o ator, produtor americano Orson Welles (1915-1985). Desta última parceria, em 1937, Welles convidou Rosenthal para assumir o conselho do Mercury Theatre, de sua propriedade, passando ela a atuar também como assistente e depois gerente de produção e iluminação.

 

Naquele mesmo ano, ao integrar a produção de “Julius Cesar” (1935), Rosenthal assinou o projeto como Lighting Designer, sendo precursora na formalização e registro dessa atribuição e profissão que, mesmo existente, não era formalmente reconhecida. Assim, no encargo de designer de iluminação, Rosenthal criou uma marca e referência que a conduziria a conceber e assinar os projetos de iluminação cênica em diversas produções na Broadway. Em 1940, Rosenthal fundou sua própria empresa, intitulada “Theatre Production Service”, cujo portifólio continha projetos e consultoria para teatros e cinemas, além de um catálogo de vendas de equipamentos teatrais pelos correios.

 

Naquele momento, Rosenthal já havia estabelecido a profissão de Lighting Designer, ou designer de iluminação, como uma função essencial nas produções teatrais e de dança. Nesta última arte performática, Rosenthal ainda foi responsável pela criação de uma estética que prezava pela eliminação das sombras, aplicando o método de Stanley McCandless mas com uma personalização única, para criar contrastes sem sombras, com sutileza, sensibilidade, variações de intensidades e cores na utilização de refletores e, inclusive, holofotes, em angulações diferentes, propiciando feixes de luz diagonais criados especialmente para os espetáculos de Graham, ao que Rosenthal batizou como "Martha's Finger of God ", como uma indicação clara de enaltecimento e reconhecimento ao trabalho “divino” daquela cenógrafa que havia inspirado decisivamente a formação dessa notável Lighting Designer.

 

 

Figura 3: Iluminação cênica de Jean Rosenthal para “Julius Cesar” (1935). Fonte: Women In Lighting.

 

 

Outra contribuição fundamental de Jean Rosenthal a ser destacada foi o aprimoramento dos mapas de palco (Light Plots), pela utilização de desenhos técnicos apurados e precisos, complementados por descritivos, informações e simbologia que culminariam nas representações padronizadas pela The United States Institute for Theatre Technology, Inc. (USITT) (Instituto de Tecnologia Teatral dos Estados Unidos) em 1960.

 

Mesmo sob implacável discriminação, Rosenthal adquiriu respeito e notabilidade, e no período de sua mais intensa produtividade concebeu a iluminação cênica para várias peças e musicais conhecidos da Broadway, como “West Side Story” (1957), dirigida pelo cineasta americano Jerome Robbins (1918-1998); “Becket” (1960), dirigida pelo ator e cineasta britânico Peter Glenville (1913-1996); “Hello, Dolly!” (1964), dirigido pelo ator, diretor e coreógrafo americano Gower Champion (1919-1980); “Hamlet” (1964), dirigido e produzido pelo ator e diretor John Gielgud (1904-2000); “Fiddler on the Roof” (“Um Violinista no Telhado” (1964), também dirigido por Jerome Robbins; “The Odd Couple” (“Um Estranho Casal”)(1965), dirigido pelo produtor e diretor americano Mike Nichols (1931-2014); “Cabaret” (1966) dirigido pelo produtor e diretor americano Hal Prince (1928-2019). Nessas e em outras produções, destacava-se uma iluminação considerada não convencional para a dança e ópera, pois centrava-se em experimentações que até então não eram exploradas na Broadway, e uma atmosfera que se tornou uma referência para os espetáculos contemporâneos. Além de produções para espaços cênicos, Rosenthal também atuou como consultora de iluminação, teatro e restauro, colaborando em projetos para diversos espaços nos Estados Unidos da América, como o terminal “Pan-American” no Aeroporto John F. Kennedy em Nova Iorque (Terminal 3, atual “Worldport”); o conjunto de edificações para as artes cênicas do Los Angeles Music Center; o projeto de iluminação para o American Shakespeare Festival Theatre em Connecticut; assim como salas de cinemas no Canadá e na Austrália.

 

 

Figura 4: Iluminação cênica de Jean Rosenthal para “West Side Story” (1957). Fonte: Women In Lighting.

 

 

Ao longo de sua carreira, Rosenthal trabalhou em mais de duzentas produções, sendo muito requisitada por diversos diretores, mas priorizou os musicais e principalmente os espetáculos de dança, particularmente as obras de concepções abstratas de Martha Graham, cujas performances se tornaram prioridades profissionais para aquela Lighting Designer. Diferentemente dos musicais e peças realizadas na Broadway, produções que exigiam projetos de iluminação cênica relativamente padronizados, os espetáculos de dança de Graham possibilitavam resultados experimentais, com ênfase em uma iluminação lateral (sidelighting) mais dramática, emoldurando os bailarinos, ineditamente.

 

Ainda nas últimas semanas de vida e sofrendo de câncer, confinada a uma cadeira de rodas, Rosenthal projetou a iluminação cênica de sua peça final para Martha Graham, “Archaic Hours”. Até sua prematura morte na cidade de Nova Iorque, em 1º de maio de 1969, aos 57 anos, Rosenthal viveu intensidade sob os refletores e holofotes dos espetáculos, mesmo com admirável modéstia.

 

Além de um legado imensurável, parte de sua trajetória e dos seus conhecimentos ficaram eternizados na obra “The Magic of Light: The Craft and Career of Jean Rosenthal, Pioneer in Lighting for the Modern Stage publicado postumamente em 1972. Coube à escritora e jornalista americana Lael Wertenbaker (1909-1997) a consolidação do livro, sendo um projeto de longa duração entre ela e Rosenthal, a partir de conversas gravadas e posteriormente transcritas nessa seminal obra.

 

 

Figura 5: Martha Graham em cena, iluminada por Jean Rosenthal. Fonte: Dança Moderna.

 

 

Além de uma resumida autobiografia, Rosenthal detalhou a história da iluminação cênica e métodos utilizados em peças, musicais, óperas, assim como as tecnologias existentes e vigentes na época da publicação. Outra contribuição vital disponível nessa seminal obra compreende alguns mapas de luz e descritivos de projetos, além do levantamento dos créditos de iluminação cênica por ela assinados.

 

Jean Rosenthal sempre será uma referência radiante e iluminada na história da iluminação cênica, a ser reverenciada e enaltecida pelas suas edificantes contribuições; pela sua inspiradora determinação e dedicação; pelo gigantismo perante um período marcado por intensa discriminação; pela perpetuação do Lighting Design e da profissão, Lighting Designer, como marca de um legado incomensurável e singular. Aplausos e gratidão!

 

 

Abraços e até a próxima conversa!!!

O pioneirismo de Jean Rosenthal na criação da figura do lighting designer
Cezar Galhart

COMENTÁRIOS

Só li verdades! Parabéns pela matéria Farat

- Guile

Ótimo texto Zé parabéns !!!!! Aguardando os próximos!!!

- Marco Aurélio

Adoro ver e rever as lives do Sá! Redescobri várias músicas da dupla valorizadas pela execução nas "Lives do Sá". Espero que esse trabalho volte de vez em quando. O Sá, juntamente com o Guilherme Arantes e o Tom Zé, está entre os melhores contadores de casos da MPB. Um livro com a história da dupla/trio escrito por ele seria muito interessante!

- Bruno Sander

Ontem foi um desses dias em que a intuição está atenta. Saí a caminhar pela Savassi sabendo que iria entrar naquela loja de discos onde sempre acho algo precioso em vinil. Já na loja, fui logo aos brasileiros e lá estavam o Nunca e o Pirão de Peixe em ótimo estado de conservação, o que é raríssimo. Comprei ambos. O 2º eu já tinha, meio chumbado. O Nunca eu conhecia de CD, e tem algumas das músicas que mais gosto da dupla, p. ex. Nuvens d'Água (acho perfeita), Coisa A-Toa (alusão à ditadura?), e outras. Me disseram que o F. Venturini é fã do Procol Harum, e realmente alguns solos de órgão dele fazem lembrar a banda inglesa.

- João Henrique Jr.

Que maravilha de matéria. Me transportei aos anos de ouro da música brasileira

- Sidney Ribeiro

Trabalho lindão. Parabéns à todos os envolvidos!

- Anderson Farias de Melo

O que dizer do melhor disco da música nacional(minha opinião). Tive o prazer em ver eles como dupla e a volta como trio em um shopping da zona leste de sampa. Lançamento do disco outra vez na estrada. Espero poder voltar a vê-los novamente, já que o Sa hoje mora fora do Brasil. E essa Pandemia, que isolou muito as pessoas. Obrigado por vocês existirem como músicos, poetas e instrumentistas. Vocês são F..., Obrigado, abracos

- Luiz antonio Rocha

Que maravilha Querido Paulinho Paulo Farat!! Obrigado por dividir conosco momentos tão lindos , pela maravilha de pessoa e imenso talento que Vc sempre teve, tem e terá, sempre estará no lugar certo e na hora certa ! Emocionante! Tive a honra de trabalhar muitas vezes com Vc, em especial na época do Zonazul , obrigado por tudo, parabéns pela brilhante carreira e que Deus Abençõe sempre . Bjbj

- Michel Freidenson

Mais uma vez um texto sensacional sobre a história da música e dos músicos brasileiros. Parabéns primo e obrigado por manter viva a memória dessas pessoas tão especiais para nós E vai gravar o vídeo desta semana! Kkkk

- Carlos Ronconi

Grande Farat!!! Bacana demais a coluna! Cheio de boas memorias pra compartilha!!!

- Luciana Lee

Valeu Paulo Farat por registrar nosso trabalho com tanto carinho e emoção sincera. Foram momentos profissionais muito importantes para todos nós. Inesquecíveis ! A todos os membros de nossa equipe,( e que equipe! ) Nosso Carinho e Saudades ! ???? ???????????????????? Guilherme Emmer Dias Gomes Mazinho Ventura Heitor TP Pereira Paulo Braga Renato Franco Walter Rocche Hamilton Griecco Micca Luiz Tornaghi Carlão Renato Costa Selma Silva Marilene Gondim Cláudia Zettel (in memoriam) Cristina Ferreira Neuza Souza

- Alberto Traiger

Depois de um ano de empresa 3M pude fazer o bendito carnê e comprei uma vitrolinha (em 12X) e na mesma hora levei Pirão, Quatro (Que era o novo), Es´pelho Cristalino e Vivo do Alceu, fiquei um ano ouvindo e pirando sem parar, depois vi o show do Quatro em Campinas. Considero o mais equilibrado de todos, sendo que sempre pendendo pro rural e nem tanto pro urbano, um disco atemporal podendo ser ouvido em qualquer situação, pois levanta o astral mesmo. No momento, Chuva no campo é ''a favorita'', mas depois passa e vem outra, igualzinho à aquela banda de Liverpool, manja????

- Ademilson Carlos de Sá

B R A V O!!! Paulo Farat não esqueça: “Afina isso aí moleque!” Hahahaha Tremendo profissional, sou teu fã, Grande abraço!

- Dudu Portes

Show é sensacional. Mas a s sensação intimista de parecer que a live é um show particular, dentro da sua casa, do seu quarto, é impagável. Parabéns família, incluindo Guarabyra e Tommy...

- Ricardo Amatucci

Paulo Farat vai esta nas lives do Papo Na Web a partir de amanha apresentando "Os Albuns Que Marcaram As Nossas Vidas"" Não percam, www.facebook.com/depaponaweb todas as terças-feiras as 20:00 horas

- Carlos Ronconi

Caro Luiz Carlos Sá, as canções que vocês fazem são maravilhosas, sinto a energia de cada uma. Tornei-me um admirador do trabalho de vocês no final dos anos 1970 com o LP Quatro e a partir de então saí procurando os discos de vocês, paguei um preço extorsivo pelo vendedor, os LP's "Casaco Marrom" do Guarabyra e "Passado, Presente e Futuro" (primeiro do Trio), mas valeu. tenho todos em LP's e CD's até o Antenas, depois desse só em CD's e o DVD "Outra Vez Na Estrada" exceto o mais recente "Cinamomo" mas em breve estarei com ele para curtir. A última vez que vi um show da dupla (nunca vi o trio em palco), foi no Recife no dia 16/04/2016 na Caixa Cultural, vi as duas apresentações. Levei dois bolos de rolo pra vocês, mas o Guarabyra não estava. Quero registrar que tenho até o LP "Vamos Por Aí", todos autografados, que foi num show feito no Teatro do Parque, as apresentações seriam nos 14,15 e 16/10/1992 mas o Guarabyra perdeu o voo e só foram dois dias, no dia do seu aniversário e outro no dia 16. Inesquecível. Agora estou lendo essas crônicas maravilhosas. Grande abraço forte e fraterno e muita saúde e sucesso pra vocês, sempre. P.S. O meu perfil no Facebook é Xavier de Brito e estou lá como Super Fã.

- Edison Xavier de Brito

Me lembro de ter lido algumas destas crônicas dos discos quando voce as publicou no Facebook em 2013, Sá. Muito emocionante reler e me emocionar de novo. Voces foram trilha sonora importantíssima dos últimos anos da minha vida. Sou de 1986, portanto de uma geração mais nova que escuta voces. Gratidão e vida longa a voces!

- Luiz Fernando Lopes

Salve!!! Que maravilha conhecer essas histórias de discos que fazem parte da minha vida. Parabéns `à Backstage e ao Sá! E, claro, esperando a crônica do Pirão. Esse disco me acompanha há mais de quarenta anos! Minhas filhas escutaram desde bebês e minha neta, que vai nascer agora em setembro, vai aprender a cantar todas as músicas!

- Maurício Cruz

com esse time de referências musicais (exatamente as minhas) mais o seu talento, não tem como não fazer música boa!!!! parabéns!!! com uma abraço de um fã que ouve seus discos desde essa época!

- nico figueiredo

Boa noite amigo, gostei muito das suas explicações, pois trabalho com mix gosto muito mesmo e assistindo você falando disso tudo gostei muito um abraço.

- Rubens Miranda Rodrigues

Obrigado Sá, obrigado Backstage, adoro essas histórias, muito bom, gostaria de ouvir histórias sobre as letras tbém, abç.

- Robson Marcelo ( Robinho de Guariba SP )

Esperando ansioso o Pirão de Peixe e o 4. Meu primeiro S&G

- Jeferson

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