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COLUNISTAS

Music & Business - Março 2021

12/03/2021 - 10:51h
Atualizado em 12/03/2021 - 15:32h


 

Pauta


  • Novos Álbuns – Data de Lançamento: 05 de março
     

  • Drake – Scary Hours 2



     

  • Kings of Leon – When You See Yourself



     

  • Yasmin Santos – Foguete Não Tem Ré



     

  • Camilo – Mis Manos



     

  • Zara Larsson – Poster Girl



     

  • A Day to Remember – You’re Welcome

 


 

Revelados pela Sony Corporation no dia 03 de fevereiro

Valores do último trimestre de 2020 foram calculados na cotação 104,5 ienes para o dólar

 

  • A Sony Music teve uma receita de $2.87 bilhões de dólares provenientes de streaming em 2020.

    • Com isso, viu um aumento de quase $500 milhões de dólares (19,5%) em relação a 2019.

    • No total, considerando todos os formatos, licenciamento, etc., gerou um total de $4,51 bilhões de dólares.

       

  • Dentro da análise feita pelo Music Business Worldwide, a Sony Music teve um incremento em vendas físicas no último trimestre de 2020, algo que pode ser considerado uma surpresa por estarmos vivendo em uma pandemia e pelo aumento e procura por streaming e vendas digitais.

    • Comparado com a mesma época em 2019, foram $336 milhões de dólares a mais.

       

  • Obviamente, muitos desses números do último trimestre foram consequência de diversos projetos lançados por grandes nomes do meio musical. Abaixo uma lista dos principais álbuns que bombaram de outubro a dezembro:
     

    • AC/DC – Power Up



       

    • Harry Styles – Fine Lines (lançado em 2019)



       

    • Bruce Springsteen – Letter to You



       

    • Luke Combs – What You See Is What You Get



       

    • Miley Cyrus – Plastic Hearts



       

  •  Por último, a parte editorial (publishing) também teve um aumento de receita––inclui Sony/ATV além da Sony Music Publishing Japan. Foram $430,6 milhões de dólares em 2020 contra $365 milhões de 2019.

 


 

  • Square Adquire Participação Majoritária da Tidal

[Fonte: The New York Times, Vox, Music Business Worldwide]

  • A Square, empresa especializada em pagamentos via dispositivos móveis liderada pelo CEO do Twitter Jack Dorsey, anunciou nesta última quinta-feira (04/03) o plano para comprar uma parcela majoritária significativa do Tidal, plataforma de streaming musical de Jay-Z e outros artistas como Beyoncé e Rihanna.

    • O valor: $297 milhões de dólares em ações e cash além do fato de que Jay-Z será membro do conselho administrativo da Square.

    • Jesse Dorogusker, executivo da Square que liderará a Tidal de forma interina, disse que a Square providenciará as ferramentas financeiras necessárias para ajudar a que os artistas ligados a Tidal possam coletar seu lucro e gerenciar suas finanças. 

       

  • Em 2015, em uma parceria com outros artistas, Jay-Z comprou a Tidal por $56 milhões de dólares.

    • Em uma indústria dominada por Spotify e Apple Music, um dos grandes diferenciais da Tidal além da qualidade superior do áudio das músicas em sua plataforma é a exclusividade, tanto em música como em vídeo. Porém, como muitos dos artistas que são “donos parciais” da Tidal não possuem 100% dos direitos de sua própria arte, suas canções não poderiam ser escutadas exclusivamente na Tidal.

    • Em 2017, 33% da empresa foi vendida à Sprint, empresa de telecomunicações. Porém, Jay-Z recomprou essas ações após a aquisição da Sprint pela T-Mobile.

       

  • “Tudo se resume a uma simples ideia: encontrar novos meios para que artistas sustentar o seu trabalho. Novas ideias são descobertas nas interseções e nós acreditamos que haja uma ideia muito convincente entre música e economia. Se consideramos o que a Square possibilitou a diversos vendedores e indivíduos através do Cash App, nós acreditamos que podemos trabalhar para que os artistas tenham esse mesmo sucesso”. – Jack Dorsey. 

  • “Os artistas merecem as melhores ferramentas para auxiliá-los em sua jornada criativa. Eu e o Jack discutimos bastante sobre as diversas possibilidades que o Tidal pode oferecer e isso me deixou ainda mais inspirado para o futuro”. – Jay-Z

 

 



 

 

 

 

 

  • No dia 18 de fevereiro, a Big Hit Entertainment (casa do fenômeno mundial BTS) e a Universal Music Group (UMG) anunciaram uma parceria estratégica ampliada.

    • Esse novo acordo verá as duas empresas trabalhando juntas para que artistas tenham mais oportunidades através de inovação e tecnologia. Ao mesmo tempo, as duas empresas trabalharam para expandir a nível mundial o alcance da música e da cultura K-Pop.

    • Artistas da UMG irão explorar uma comunicação reforçada com seus fãs através da Weverse, “uma plataforma comunitária da Big Hit que permite que esses fãs engajem, compartilhem e interajam, olhem e escutem novo conteúdo, além de comprar novos produtos.”

       

  • Como parte dessa parceria, as duas empresas anunciaram alguns detalhes sobre um “projeto histórico” que irá formar e lançar um novo boy band de K-Pop nos Estados Unidos.

    • Esse grupo será lançado sob um novo joint venture entre a Big Hit e a Geffen Records.

      • Essa nova gravadora vai operar desde Los Angeles e vai trabalhar de perto com os times da Big Hit America, Geffen Records e a UMG.

    • Como era de esperar, a seleção dos membros desse novo grupo será feita através de um programa de audições global programado para ir ao ar em 2022.

      • O processo seletivo seguirá os padrões do sistema K-Pop que considera não só a parte musical junto com performance, mas também moda, clipes musicais e a comunicação com os fãs.



         

  • Se você ainda não está convencido da potência do K-Pop no cenário musical, vale mencionar que o BTS contribuiu com $4,7 bilhões de dólares para o PIB da Coréia do Sul em 2019, mesmo nível que empresas com Samsung e Hyundai.

    • Em outubro do ano passado, BTS atraiu quase 1 milhão de telespectadores na sua transmissão ao vivo do “Map of the Soul On: E” e que supostamente arrecadou pelo menos $35 milhões de dólares.

  • Além de BTS, grupos como Blackpink, SuperM, MonstaX também geram milhões de dólares e cada vez mais conquistam seu espaço fora da Coreia do Sul. Desta forma, espero que a influência americana se mantenha mais na parte do marketing (e talvez na parte do espetáculo) e deixem que a Big Hit utilize toda a sua expertise para montar um grupo digno dos valores abraçados pelo K-Pop.

 


 

  • Hellfest Cancelado [Fonte: NME]

  • Na sexta-feira (19/02), o festival francês publicou um comunicado confirmando o cancelamento de sua edição de 2021. No comunicado, os organizadores disseram: “hellbangers, nós aguardávamos o melhor, porém o pior está por vir. As incertezas sobre a situação da saúde e as últimas regulamentações do governo nos forçam a cancelar a edição de 2021 do Hellfest Festival no próximo mês de junho (18-20).
     

  • No começo do ano tivemos o cancelamento do Glastonbury no Reino Unido, um dos maiores festivais do mundo e talvez o maior festival do verão europeu. No caso do Glastonbury, muitas queixas vieram por conta da suposta falta de apoio (geral e financeiro) por parte do governo já que festivais dessa magnitude exigem tempo e capital para serem produzidos.   

    • No caso do Hellfest, de acordo com uma publicação feita pela NME, “o governo reagiu rápido e organizou reuniões com membros do Ministério da Cultura e outros festivais franceses com o intuito de explicar a situação e pedir respostas relacionadas a organização dos festivais de verão.”

    • Porém, segundo o veredito, tais festivais só poderão ter 5.000 pessoas sentadas (o Hellfest normalmente atrai mais de 150 mil pessoas) e com distanciamento social, algo muito drástico para os fãs, músicos e organizadores.
       

  • Por mais que os organizadores do Hellfest não estejam apontando o dedo para o governo, é óbvio que restrições como essas (que muito se assemelham as de 2020) entristecem já que hoje em dia temos um conhecimento muito maior sobre o tema e houve bastante tempo para implementar novas medidas que pudesse fazer com que essas regulamentações fossem um pouco mais flexíveis.

    • De acordo com os organizadores, “o festival deve ser um lugar de liberdade onde interações sociais e o espírito de celebração não podem ser sacrificados.”

Music & Business - Março 2021
Guilherme Canineo

COMENTÁRIOS

Depois de um ano de empresa 3M pude fazer o bendito carnê e comprei uma vitrolinha (em 12X) e na mesma hora levei Pirão, Quatro (Que era o novo), Es´pelho Cristalino e Vivo do Alceu, fiquei um ano ouvindo e pirando sem parar, depois vi o show do Quatro em Campinas. Considero o mais equilibrado de todos, sendo que sempre pendendo pro rural e nem tanto pro urbano, um disco atemporal podendo ser ouvido em qualquer situação, pois levanta o astral mesmo. No momento, Chuva no campo é ''a favorita'', mas depois passa e vem outra, igualzinho à aquela banda de Liverpool, manja????

- Ademilson Carlos de Sá

B R A V O!!! Paulo Farat não esqueça: “Afina isso aí moleque!” Hahahaha Tremendo profissional, sou teu fã, Grande abraço!

- Dudu Portes

Show é sensacional. Mas a s sensação intimista de parecer que a live é um show particular, dentro da sua casa, do seu quarto, é impagável. Parabéns família, incluindo Guarabyra e Tommy...

- Ricardo Amatucci

Paulo Farat vai esta nas lives do Papo Na Web a partir de amanha apresentando "Os Albuns Que Marcaram As Nossas Vidas"" Não percam, www.facebook.com/depaponaweb todas as terças-feiras as 20:00 horas

- Carlos Ronconi

Caro Luiz Carlos Sá, as canções que vocês fazem são maravilhosas, sinto a energia de cada uma. Tornei-me um admirador do trabalho de vocês no final dos anos 1970 com o LP Quatro e a partir de então saí procurando os discos de vocês, paguei um preço extorsivo pelo vendedor, os LP's "Casaco Marrom" do Guarabyra e "Passado, Presente e Futuro" (primeiro do Trio), mas valeu. tenho todos em LP's e CD's até o Antenas, depois desse só em CD's e o DVD "Outra Vez Na Estrada" exceto o mais recente "Cinamomo" mas em breve estarei com ele para curtir. A última vez que vi um show da dupla (nunca vi o trio em palco), foi no Recife no dia 16/04/2016 na Caixa Cultural, vi as duas apresentações. Levei dois bolos de rolo pra vocês, mas o Guarabyra não estava. Quero registrar que tenho até o LP "Vamos Por Aí", todos autografados, que foi num show feito no Teatro do Parque, as apresentações seriam nos 14,15 e 16/10/1992 mas o Guarabyra perdeu o voo e só foram dois dias, no dia do seu aniversário e outro no dia 16. Inesquecível. Agora estou lendo essas crônicas maravilhosas. Grande abraço forte e fraterno e muita saúde e sucesso pra vocês, sempre. P.S. O meu perfil no Facebook é Xavier de Brito e estou lá como Super Fã.

- Edison Xavier de Brito

Me lembro de ter lido algumas destas crônicas dos discos quando voce as publicou no Facebook em 2013, Sá. Muito emocionante reler e me emocionar de novo. Voces foram trilha sonora importantíssima dos últimos anos da minha vida. Sou de 1986, portanto de uma geração mais nova que escuta voces. Gratidão e vida longa a voces!

- Luiz Fernando Lopes

Salve!!! Que maravilha conhecer essas histórias de discos que fazem parte da minha vida. Parabéns `à Backstage e ao Sá! E, claro, esperando a crônica do Pirão. Esse disco me acompanha há mais de quarenta anos! Minhas filhas escutaram desde bebês e minha neta, que vai nascer agora em setembro, vai aprender a cantar todas as músicas!

- Maurício Cruz

com esse time de referências musicais (exatamente as minhas) mais o seu talento, não tem como não fazer música boa!!!! parabéns!!! com uma abraço de um fã que ouve seus discos desde essa época!

- nico figueiredo

Boa noite amigo, gostei muito das suas explicações, pois trabalho com mix gosto muito mesmo e assistindo você falando disso tudo gostei muito um abraço.

- Rubens Miranda Rodrigues

Obrigado Sá, obrigado Backstage, adoro essas histórias, muito bom, gostaria de ouvir histórias sobre as letras tbém, abç.

- Robson Marcelo ( Robinho de Guariba SP )

Esperando ansioso o Pirão de Peixe e o 4. Meu primeiro S&G

- Jeferson

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