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COLUNISTAS

A explosão das Lives!

24/07/2020 - 11:07h
Atualizado em 24/07/2020 - 15:28h



Desde que fomos tomados pela pandemia, somos obrigados a mudar muito de nossos hábitos e principalmente a nossa relação com o entretenimento quotidiano. Com shows e workshops presenciais cancelados, a principal forma de interação com o mundo artístico musical, foi o surgimento das “lives” que são shows ao vivos transmitidos pela internet. Logo nas primeiras semanas de março, as muito criticadas, “lives”, carentes de qualidade sonora e visual, invadiram nossas “time lines” com conteúdos diversos  de shows, entrevistas e aulas. De fato a quantidade de eventos ao vivo aumentou substancialmente, porém ao contrário da expectativa, as “lives”  também se aprimoraram e tornaram-se  a principal ferramenta de publicidade artística da atualidade.  Mas o oceano azul rapidamente se transformou em mar vermelho com a competição pela atenção do público e a busca pelos patrocinadores novamente separou os grandes dos pequenos.

 

Por que fazer lives?

Aparentemente são mais contras que prós, mas é um caminho inevitável.  Começando pela baixa qualidade da informação transmitida ao público até a dificuldade de monetização com a realização de lives.  Em geral os planos de internet tem uma taxa de upload bem inferior ao de download. Com isso, as plataformas  usadas para transmitir as lives limitam a banda de informação transmitida o que implica na queda de qualidade. Em princípio uma boa taxa de transferência deve ser superior a 7000 kbps e áudio superior a 128  kbps, isso seria o suficiente para garantir uma live boa qualidade tanto no vídeo quanto no áudio nas principais plataformas de streaming. Porém para conseguir essa taxa de transferência é necessário uma boa combinação entre plano de internet e um bom computador ou celular. Além de uma boa conexão de internet é preciso investir muito em iluminação e cenário. Um bom cenário com objetos de decoração ajudam muito nas lives. É possível ainda utilizar abajours ou luminárias para compor o cenário e ainda melhorar a iluminação, o que tecnicamente diminui os defeitos gerados por uma transferência baixa. A Iluminação do artista também é muito importante e em geral é utilizada  dois ou três softbox para “matar” as sombras indesejadas. Além disso, caso o conteúdo sonoro seja composto por vários instrumentos será necessário microfones, um pequeno mixer, uma interface de áudio e um sistema de monitoração para os músicos. Em alguns casos simples, até mesmo um bom celular pode substituir todo o sistema de som necessário, porém estamos falando de celulares de altíssimo desempenho que não custam nada barato. Diante de tudo isso as lives são uma opção viável para a falta de show? Certamente sim. Muito provavelmente as lives vieram pra ficar mesmo em um cenário pós pandemia, arrisco ainda em dizer que no futuro todos os shows serão transmitidos também pelas plataforma, ficando o presencial cada vez mais exclusivo e caro. Além disso  as locadoras, estúdios e casas de shows poderão se transformar em canais de entretenimento privado utilizando todos os recursos que já foram investidos ao longo de tantos anos.

 

 

Mas o artista, ganha com isso?

Essa é a pergunta mais dramática nesse cenário de pandemia. Talvez a pergunta deveria ser “Mas o artista, ganha o que com isso?” É possível sim ganhar dinheiro com lives patrocinadas por produtos de consumo, com financiamentos coletivos e ainda em alguns casos pela cobrança de ingressos exclusivos. A dificuldade em questão é transformar o valor digital em dinheiro na conta. Isso notadamente não é para todos os artistas. Convencer alguém a pagar pelo entretenimento é muito mais difícil que pagar pela cerveja, pela comida, ou pelo serviço plus de internet. Em geral, o público coloca a mão no bolso por gêneros de extrema necessidade ou alto prestígio agregado. Ao meu ver, a grande oferta de entretenimento gratuito deixou o público mal acostumado com o devido valor das coisas e novamente restando para boa parte dos artistas pagar pelo entretenimento do público, em busca de conseguir prestígio e reconhecimento, na expectativa futura que isso se reverta em uma fonte monetização real, seja com venda de fonograma ou com o retorno dos eventos públicos no futuro.

 

 

A explosão das Lives!
José Carlos Pires

COMENTÁRIOS

Depois de um ano de empresa 3M pude fazer o bendito carnê e comprei uma vitrolinha (em 12X) e na mesma hora levei Pirão, Quatro (Que era o novo), Es´pelho Cristalino e Vivo do Alceu, fiquei um ano ouvindo e pirando sem parar, depois vi o show do Quatro em Campinas. Considero o mais equilibrado de todos, sendo que sempre pendendo pro rural e nem tanto pro urbano, um disco atemporal podendo ser ouvido em qualquer situação, pois levanta o astral mesmo. No momento, Chuva no campo é ''a favorita'', mas depois passa e vem outra, igualzinho à aquela banda de Liverpool, manja????

- Ademilson Carlos de Sá

B R A V O!!! Paulo Farat não esqueça: “Afina isso aí moleque!” Hahahaha Tremendo profissional, sou teu fã, Grande abraço!

- Dudu Portes

Show é sensacional. Mas a s sensação intimista de parecer que a live é um show particular, dentro da sua casa, do seu quarto, é impagável. Parabéns família, incluindo Guarabyra e Tommy...

- Ricardo Amatucci

Paulo Farat vai esta nas lives do Papo Na Web a partir de amanha apresentando "Os Albuns Que Marcaram As Nossas Vidas"" Não percam, www.facebook.com/depaponaweb todas as terças-feiras as 20:00 horas

- Carlos Ronconi

Caro Luiz Carlos Sá, as canções que vocês fazem são maravilhosas, sinto a energia de cada uma. Tornei-me um admirador do trabalho de vocês no final dos anos 1970 com o LP Quatro e a partir de então saí procurando os discos de vocês, paguei um preço extorsivo pelo vendedor, os LP's "Casaco Marrom" do Guarabyra e "Passado, Presente e Futuro" (primeiro do Trio), mas valeu. tenho todos em LP's e CD's até o Antenas, depois desse só em CD's e o DVD "Outra Vez Na Estrada" exceto o mais recente "Cinamomo" mas em breve estarei com ele para curtir. A última vez que vi um show da dupla (nunca vi o trio em palco), foi no Recife no dia 16/04/2016 na Caixa Cultural, vi as duas apresentações. Levei dois bolos de rolo pra vocês, mas o Guarabyra não estava. Quero registrar que tenho até o LP "Vamos Por Aí", todos autografados, que foi num show feito no Teatro do Parque, as apresentações seriam nos 14,15 e 16/10/1992 mas o Guarabyra perdeu o voo e só foram dois dias, no dia do seu aniversário e outro no dia 16. Inesquecível. Agora estou lendo essas crônicas maravilhosas. Grande abraço forte e fraterno e muita saúde e sucesso pra vocês, sempre. P.S. O meu perfil no Facebook é Xavier de Brito e estou lá como Super Fã.

- Edison Xavier de Brito

Me lembro de ter lido algumas destas crônicas dos discos quando voce as publicou no Facebook em 2013, Sá. Muito emocionante reler e me emocionar de novo. Voces foram trilha sonora importantíssima dos últimos anos da minha vida. Sou de 1986, portanto de uma geração mais nova que escuta voces. Gratidão e vida longa a voces!

- Luiz Fernando Lopes

Salve!!! Que maravilha conhecer essas histórias de discos que fazem parte da minha vida. Parabéns `à Backstage e ao Sá! E, claro, esperando a crônica do Pirão. Esse disco me acompanha há mais de quarenta anos! Minhas filhas escutaram desde bebês e minha neta, que vai nascer agora em setembro, vai aprender a cantar todas as músicas!

- Maurício Cruz

com esse time de referências musicais (exatamente as minhas) mais o seu talento, não tem como não fazer música boa!!!! parabéns!!! com uma abraço de um fã que ouve seus discos desde essa época!

- nico figueiredo

Boa noite amigo, gostei muito das suas explicações, pois trabalho com mix gosto muito mesmo e assistindo você falando disso tudo gostei muito um abraço.

- Rubens Miranda Rodrigues

Obrigado Sá, obrigado Backstage, adoro essas histórias, muito bom, gostaria de ouvir histórias sobre as letras tbém, abç.

- Robson Marcelo ( Robinho de Guariba SP )

Esperando ansioso o Pirão de Peixe e o 4. Meu primeiro S&G

- Jeferson

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