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COLUNISTAS

O Mundo Fonográfico Mudou!

15/12/2020 - 17:24h
Atualizado em 16/12/2020 - 11:18h

 

As décadas se sucederam, os gravadores de rolo foram encostados (uma pena!), a democratização do áudio colocou os grandes estúdio de joelhos, e a pirataria colocou a indústria fonográfica na “lona”.  Depois disso foi uma sucessão de eventos que passam pela criação das escolas de áudio e também pela distribuição digital. Por fim, hoje temos multidões de artistas sem público e o público que não apenas exige satisfação imediata, como também pune com o ostracismo aqueles que ousam ir na contramão do comportamento forjado pelos mecanismos de distribuição on-line de música.

 

 

Hoje o músico que quer espaço nas plataformas e redes sociais, joga nas 11 posições, mas “gol” é coisa rara. Não me canso de assistir, de ler e conversar com as gerações anteriores de produtores fonográficos e percebo que estamos num funil estreito. 

 

Enquanto de um lado temos um método completamente estruturado de como o artista deve proceder com sua produção e seus lançamentos, tentando agradar ao público das plataformas de distribuição digital, do outro temos alguns procedimentos que as grandes majors nunca abandonaram, como por exemplo manter um casting de artistas muito eclético e financiado pelos campões de vendas. Foi assim com a maioria das grandes gravadoras, desde a EMI até a Warner, não bastava vender muito, era necessário por luz onde ninguém estava olhando.

 

 

Já com a percepção que nossa máquina pedagógica, o estúdio da FATEC-Tatuí, vai além de preparar alunos para operar equipamentos de áudio, anunciei que estávamos a procura de um bom projeto. Em 2019, fui procurado pela cantora Jacque Falcheti com a proposta ousada de um álbum comemorativo de 110 anos de Noel Rosa. Vendo ela descrever o projeto, não tive dúvidas: “... vamos realizar esse álbum na Gravadora Experimenta“. O álbum, iria na contramão da tendência já na escolha do repertorio, o menos conhecido de Noel Rosa. Além disso, o acompanhamento da cantora seria feito pelo primoroso trio Retrato Brasileiro, com uma instrumentação pouco usual:  Vibrafone, Baixo Acústico e Guitarra (desplugada). 

 

 

Gravamos o disco todo com uma equipe de alunos do curso escolhidos a dedo, ainda em dezembro de 2019. Não imaginávamos o que teríamos pela frente em 2020. Planejamos o lançamento para a comemoração dos 10 anos do curso de Produção Fonográfica, em agosto, mas não havia clima. Então depois de um longo ano planejando, o álbum foi lançado no dia 11 de dezembro de 2020, no aniversário de 110 anos de Noel Rosa, indo completamente na contramão da intenção de agradar a todos. É uma obra necessária, um tributo justo que fizemos para que o mundo não esqueça que além de artistas maravilhosos e escolas completas como a FATEC-Tatuí, temos também uma história de compositores que devem ser lembrados pelo seu brilhantismo.

 

Então convido a vocês de sentar-se confortavelmente por 60 minutos e deleitar-se com o álbum Outras Bossas, da Cantora Jacque Falcheti e o trio Retrato Brasileiro. Você encontrará o álbum em todas as plataformas de distribuição on-line de streaming. Não desliguem os celulares, tenham um ótimo espetáculo e, nas próximas colunas, conheceremos os detalhes da produção deste trabalho desde a escolha do repertório até a distribuição.

 

 

O Mundo Fonográfico Mudou!
José Carlos Pires

COMENTÁRIOS

Só li verdades! Parabéns pela matéria Farat

- Guile

Ótimo texto Zé parabéns !!!!! Aguardando os próximos!!!

- Marco Aurélio

Adoro ver e rever as lives do Sá! Redescobri várias músicas da dupla valorizadas pela execução nas "Lives do Sá". Espero que esse trabalho volte de vez em quando. O Sá, juntamente com o Guilherme Arantes e o Tom Zé, está entre os melhores contadores de casos da MPB. Um livro com a história da dupla/trio escrito por ele seria muito interessante!

- Bruno Sander

Ontem foi um desses dias em que a intuição está atenta. Saí a caminhar pela Savassi sabendo que iria entrar naquela loja de discos onde sempre acho algo precioso em vinil. Já na loja, fui logo aos brasileiros e lá estavam o Nunca e o Pirão de Peixe em ótimo estado de conservação, o que é raríssimo. Comprei ambos. O 2º eu já tinha, meio chumbado. O Nunca eu conhecia de CD, e tem algumas das músicas que mais gosto da dupla, p. ex. Nuvens d'Água (acho perfeita), Coisa A-Toa (alusão à ditadura?), e outras. Me disseram que o F. Venturini é fã do Procol Harum, e realmente alguns solos de órgão dele fazem lembrar a banda inglesa.

- João Henrique Jr.

Que maravilha de matéria. Me transportei aos anos de ouro da música brasileira

- Sidney Ribeiro

Trabalho lindão. Parabéns à todos os envolvidos!

- Anderson Farias de Melo

O que dizer do melhor disco da música nacional(minha opinião). Tive o prazer em ver eles como dupla e a volta como trio em um shopping da zona leste de sampa. Lançamento do disco outra vez na estrada. Espero poder voltar a vê-los novamente, já que o Sa hoje mora fora do Brasil. E essa Pandemia, que isolou muito as pessoas. Obrigado por vocês existirem como músicos, poetas e instrumentistas. Vocês são F..., Obrigado, abracos

- Luiz antonio Rocha

Que maravilha Querido Paulinho Paulo Farat!! Obrigado por dividir conosco momentos tão lindos , pela maravilha de pessoa e imenso talento que Vc sempre teve, tem e terá, sempre estará no lugar certo e na hora certa ! Emocionante! Tive a honra de trabalhar muitas vezes com Vc, em especial na época do Zonazul , obrigado por tudo, parabéns pela brilhante carreira e que Deus Abençõe sempre . Bjbj

- Michel Freidenson

Mais uma vez um texto sensacional sobre a história da música e dos músicos brasileiros. Parabéns primo e obrigado por manter viva a memória dessas pessoas tão especiais para nós E vai gravar o vídeo desta semana! Kkkk

- Carlos Ronconi

Grande Farat!!! Bacana demais a coluna! Cheio de boas memorias pra compartilha!!!

- Luciana Lee

Valeu Paulo Farat por registrar nosso trabalho com tanto carinho e emoção sincera. Foram momentos profissionais muito importantes para todos nós. Inesquecíveis ! A todos os membros de nossa equipe,( e que equipe! ) Nosso Carinho e Saudades ! ???? ???????????????????? Guilherme Emmer Dias Gomes Mazinho Ventura Heitor TP Pereira Paulo Braga Renato Franco Walter Rocche Hamilton Griecco Micca Luiz Tornaghi Carlão Renato Costa Selma Silva Marilene Gondim Cláudia Zettel (in memoriam) Cristina Ferreira Neuza Souza

- Alberto Traiger

Depois de um ano de empresa 3M pude fazer o bendito carnê e comprei uma vitrolinha (em 12X) e na mesma hora levei Pirão, Quatro (Que era o novo), Es´pelho Cristalino e Vivo do Alceu, fiquei um ano ouvindo e pirando sem parar, depois vi o show do Quatro em Campinas. Considero o mais equilibrado de todos, sendo que sempre pendendo pro rural e nem tanto pro urbano, um disco atemporal podendo ser ouvido em qualquer situação, pois levanta o astral mesmo. No momento, Chuva no campo é ''a favorita'', mas depois passa e vem outra, igualzinho à aquela banda de Liverpool, manja????

- Ademilson Carlos de Sá

B R A V O!!! Paulo Farat não esqueça: “Afina isso aí moleque!” Hahahaha Tremendo profissional, sou teu fã, Grande abraço!

- Dudu Portes

Show é sensacional. Mas a s sensação intimista de parecer que a live é um show particular, dentro da sua casa, do seu quarto, é impagável. Parabéns família, incluindo Guarabyra e Tommy...

- Ricardo Amatucci

Paulo Farat vai esta nas lives do Papo Na Web a partir de amanha apresentando "Os Albuns Que Marcaram As Nossas Vidas"" Não percam, www.facebook.com/depaponaweb todas as terças-feiras as 20:00 horas

- Carlos Ronconi

Caro Luiz Carlos Sá, as canções que vocês fazem são maravilhosas, sinto a energia de cada uma. Tornei-me um admirador do trabalho de vocês no final dos anos 1970 com o LP Quatro e a partir de então saí procurando os discos de vocês, paguei um preço extorsivo pelo vendedor, os LP's "Casaco Marrom" do Guarabyra e "Passado, Presente e Futuro" (primeiro do Trio), mas valeu. tenho todos em LP's e CD's até o Antenas, depois desse só em CD's e o DVD "Outra Vez Na Estrada" exceto o mais recente "Cinamomo" mas em breve estarei com ele para curtir. A última vez que vi um show da dupla (nunca vi o trio em palco), foi no Recife no dia 16/04/2016 na Caixa Cultural, vi as duas apresentações. Levei dois bolos de rolo pra vocês, mas o Guarabyra não estava. Quero registrar que tenho até o LP "Vamos Por Aí", todos autografados, que foi num show feito no Teatro do Parque, as apresentações seriam nos 14,15 e 16/10/1992 mas o Guarabyra perdeu o voo e só foram dois dias, no dia do seu aniversário e outro no dia 16. Inesquecível. Agora estou lendo essas crônicas maravilhosas. Grande abraço forte e fraterno e muita saúde e sucesso pra vocês, sempre. P.S. O meu perfil no Facebook é Xavier de Brito e estou lá como Super Fã.

- Edison Xavier de Brito

Me lembro de ter lido algumas destas crônicas dos discos quando voce as publicou no Facebook em 2013, Sá. Muito emocionante reler e me emocionar de novo. Voces foram trilha sonora importantíssima dos últimos anos da minha vida. Sou de 1986, portanto de uma geração mais nova que escuta voces. Gratidão e vida longa a voces!

- Luiz Fernando Lopes

Salve!!! Que maravilha conhecer essas histórias de discos que fazem parte da minha vida. Parabéns `à Backstage e ao Sá! E, claro, esperando a crônica do Pirão. Esse disco me acompanha há mais de quarenta anos! Minhas filhas escutaram desde bebês e minha neta, que vai nascer agora em setembro, vai aprender a cantar todas as músicas!

- Maurício Cruz

com esse time de referências musicais (exatamente as minhas) mais o seu talento, não tem como não fazer música boa!!!! parabéns!!! com uma abraço de um fã que ouve seus discos desde essa época!

- nico figueiredo

Boa noite amigo, gostei muito das suas explicações, pois trabalho com mix gosto muito mesmo e assistindo você falando disso tudo gostei muito um abraço.

- Rubens Miranda Rodrigues

Obrigado Sá, obrigado Backstage, adoro essas histórias, muito bom, gostaria de ouvir histórias sobre as letras tbém, abç.

- Robson Marcelo ( Robinho de Guariba SP )

Esperando ansioso o Pirão de Peixe e o 4. Meu primeiro S&G

- Jeferson

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