A conexão na sua mesa digital

Tiago Borges
redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

 

Em continuação à série de artigos sobre mesa de som digital, nesta edição abordaremos os tipos e usos das conexões nas consoles analógicas e digitais. XLR e TRS ¼”.

 

As conexões XLR são aquelas conhecidas por Cannon ou entrada de Microfones, e as conexões TRS são aquelas conhecidas como P10, Banana ou entrada de Instrumentos. No enanto, as formas populares de nomear as conexões geram mais mitos do que realidades. Muitas vezes, não é lembrado que instrumentos podem ser microfonados, ou que alguns cabos podem ter uma conexão em uma ponta e outra diferente na outra ponta.
O que quero dizer é que os dois tipos de conectores podem servir para microfones ou instrumentos, pois são outras questões que definem a conexão e não só o tipo de conector usado.

 

Existem vários padrões de conexões colocados pelos fabricantes. Por exemplo, há equipamentos com duas entradas TRS, porém, uma com a legenda MIC IN e outra com a legenda LINE IN. Outros podem ser com XLR como MIC IN e TRS como LINE IN.

 

Existem aqueles com conector combo que é XLR e TRS no mesmo conector, fazendo o mesmo sentido da ligação anterior ou só com conector XLR no mesmo nível de microfone, ou fazendo os dois níveis, porém, com uma chave para comutar.

 

A diferença não está no conector e, sim, na serventia daquela entrada. A conexão em nível de mic seria de uma entrada que espera um sinal de um nível com baixa impedância e normalmente balanceada.

 

 

 

Já em uma entrada em nível de linha, seria uma entrada que espera um sinal com alta impedância e, quase sempre, usado em instrumentos, com cabo com conectores desbalanceados, conhecido como P10 mono (TS ¼”).
Desta forma, quando temos uma mesa só com XLR em nível de linha, será preciso adaptar o sinal, fazendo com que este sinal tenha o nível menor, com impedância mais baixa e de forma balanceada.
O aparelho que normalmente é usado para isto, e que fica entre o instrumento e a mesa de som, chama-se Direct Box. Assim, o sinal vindo de um instrumento é condicionado para entrar em uma conexão XLR em nível de microfones.

 

O balanceamento do sinal é importante, pois auxilia na rejeição de interferência, tendo em vista que trafega por ele uma malha e um sinal dividido em dois, sendo um com polaridade normal e outro com polaridade invertida.
Um cabo desbalanceado, que só passa um sinal, acaba sendo mais propício a interferências. Já um cabo desbalanceado, acaba gerando um cancelamento da mesma.

 

Falando popularmente, é como se tivesse um sinal positivo e uma cópia negativa que, ao chegar na mesa de som, existe uma transformação do sinal negativo em positivo e depois a soma dos dois. O que for diferente é cancelado.
Contudo, usei o exemplo do que é conhecido popularmente, já que o certo não é falar positivo ou negativo, seria cópia de sinal de polaridade normal (hot) e cópia de sinal de polaridade invertida (cold).

 

 

 

Uma coisa que é muito confundida é “o funcionar e ser funcional” quanto às saídas das mesas de som; independente do tipo de conector, se XLR ou TRS, as saídas de uma mesa não são uma conexão de fone.
Uma saída para fone é uma saída estéreo, onde dois sinais diferentes passam por uma única conexão. Já as saídas balanceadas, da mesa de som, são saídas que mono, que não são funcionais para este trabalho de amplificar sinal para um fone de ouvido.

 

Pode-se até comparar a ligação dos falantes aos amplificadores, que não ligamos um falante de 2 ohms em um amplificador que não trabalha em menos de 8 ohms.

 

Sendo assim, a maioria das saídas das mesas de som trabalham 4 ou mais vezes com impedâncias mais altas que os fones, ficando no mesmo risco de danificar, como no exemplo do falante e o amplificador.
Para ligar um fone em um mesa de som, procure usar a saída de fone da mesa ou utilize um amplificador para fones para ter uma solução eficiente, segura e menos prejudicial; mesmo funcionando, não é coerente o uso.
Uma outra maior dificuldade das pessoas, ao entrarem neste mundo, é entender que as conexões de entrada não são canais de processamento. Neste mundo digital temos os canais de entrada física e os canais de entrada virtual.
Por exemplo, a descontinuada Yamaha 01V96 vinha de fábrica, sem expansão com 16 canais de entrada analógica, porém, ela tem 40 canais de virtuais (canais de processamento). Se olharmos para uma Behringer X32, vemos a possibilidade de mais de 144 canais de entrada, por conta das expansões, porém, só é possível usar 40 canais de processamento.

 

Nas próximas edições continuaremos abordando mais sobre canais físicos e canais virtuais.

 

 

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