Vamos ao básico: o decibel

 

Pedro Duboc
redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

 

Acredito que na história da Backstage, diversos artigos sobre decibel já devem ter sido escritos, afinal, não há uma ferramenta mais usada no áudio do que o decibel; mas, vez por outra, é preciso refrescar a memória e dar informação aos que estão começando agora. Logo, vamos voltar ao começo de tudo, o decibel!
 

O decibel nos permite expressar “quanto” de uma forma relevante para nossa audição.
Muitos de nós tendemos a considerar variáveis físicas de forma linear. Por enquanto, o dobro de uma quantidade produz o dobro de resultado final. Duas vezes mais areia, produz duas vezes mais concreto, duas vezes mais farinha produz duas vezes mais pães. Essa relação linear não funciona para audição humana. Usando essa lógica, duas vezes mais potência de amplificação e teríamos o som duas vezes mais alto, mas infelizmente não é assim que funciona!

 

 

Mudanças perceptíveis de intensidade e frequência do som são baseadas na porcentagem da mudança de uma condição inicial, isso quer dizer que no áudio funcionamos com razões (ratios).
Uma razão dada sempre produzirá o mesmo resultado. Testes subjetivos mostraram que a potência aplicada a um falante deve aumentar 26% para produzir uma mudança perceptível ao ouvido humano. Logo, a razão de 1.26:1 produz a menor mudança perceptível ao ouvido humano.

 

 

Então se temos uma potência dada de 1W, um aumento para 1,26W será o necessário para uma mudança perceptível. Se o valor inicial for 100W, com 126W, temos a potência necessária para perceber a mudança. Uma escala numérica pode ser linear 1,2,3,4,5,6,7 ou proporcional, 10, 100, 1000 etc. A escala calibrada proporcionalmente pode ser chamada de logarítmica, de fato, pois logaritmo significa “números proporcionais”. Para simplificar, a base logarítmica 10 é usada para os cálculos em áudio, isso ajuda em dois pontos.

 

1. Coloca uma razão em uma escala de números proporcionais que melhor se relaciona com o ouvir humano.
2. Permite que extensos números sejam expressos de forma compacta.
O último passo na conversão do decibel é escalar a quantidade de bels em um fator de 10, esse passo transforma o bel em decibel e encerra o processo de conversão.

 

A escala em decibel é mais resoluta do que a escala de bel, o decibel é sempre uma razão de potência. Mudanças de potência elétricas e acústicas podem ser convertidas exatamente utilizando a fórmula dada na figura 1. Quantidades que não são potências devem se tornar proporcionais à potência, através de uma relação estabelecida pela equação de potência.

 

Como sempre, gosto de indicar alguma literatura que venha a complementar o que vimos por aqui, o livro Sound Check, do Tony Moscal, com tradução do Joel Brito fala bastante sobre esse “básico” do áudio que na verdade é o fundamento, o alicerce sobre qual todo nosso trabalho se sustenta. O livro pode ser encontrado no site da H.Sheldon.

 

É isso aí galera, na próxima edição falaremos sobre o segundo dos 8 tópicos que vimos na edição passada, “frequência e comprimento de onda”. Quem perdeu pode comprar as edições passadas direto na H.Sheldon, falaremos sobre os fundamentos do áudio nas próximas sete edições.

 

Forte abraço e até a próxima!
 

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