Play Rec - As dicas de álbuns

November 4, 2019

 

 

Dança do Tempo (Selo Sesc)
Teco Cardoso, Bebê Kramer, Swami JR

 

Desde 2017 o Sesc Pompéia promove os Encontros Instrumentais. O shows reúnem músicos que nunca tocaram juntos em formações pequenas. O encontro do violonista e produtor musical Swami Jr com o flautista e saxofonista Teço Cardoso e o acordeonista Bebê Kramer deu tão certo que  gerou também o álbum Dança do Tempo. Composições dos três músicos são trabalhadas em arranjos construídos a partir do encontro inédito. Das doze músicas, onze são próprias. A única que não é de ninguém do trio, Da Bahia ao Ceará, de Moacir Santos
Com o pequeno time de craques, foi possível fazer, de acordo com as palavras do trio em texto no CD, uma pré-produção por e-mail em escassos três dias. Por conta do pouco tempo, escolheram músicas que conheciam um dos outros e que  já estavam acostumados a tocar. 
A junção do talento e do violão de Swami, dos sopros de Teco e do acordeôn de Bebê resultam em timbres e passeios musicais agradáveis e, ao mesmo tempo, provocativos para ouvidos musicais mais  exigentes. Tudo com som de primeira qualidade, de forma que fica evidente o desempenho dos músicos e as nuances de timbre de cada instrumento. O disco, produzido pelo trio que toca, foi gravado no Estúdio Gargolândia, em 2018, por Homero Lotito, também responsável pela masterização no Reference Mastering Studio. A mixagem foi de Ricardo Mosca.

 

Ouça o álbum na íntegra:

 

  

 

Ritmos do Brasil
Ademir Cândido

Este é o álbum que marca a volta do compositor e multi-instrumentista Ademir Cândido ao Brasil após 20 anos morando na Suíça. Autodidata, nascido em Porto Alegre, o músico foi da bateria à guitarra, passando pelo cavaquinho e se estabilizando mesmo no violão. Ademir tem uma história nos palcos brasileiros com músicos como Luisão maia, Robertinho Silva, Hermeto Pascoal, Paulo Moura, Fafá de Belém e Leny Andrade, entre outros.
Ritmos do Brasil é o quinto álbum solo do músico, que já lançou Brazilian Jazz (1996); Urubu Aterrissando (1998); Trio a Pampa(1998) e Choro Alegre (2008). Nas músicas, Ademir mostra a sua versatilidade com os instrumentos de cordas, tocando desde o tradicional violão até cavaquinho e violão de 12 cordas, chegando mesmo a tocar contrabaixo em uma faixa, além de percussão.
O álbum foi gravado pelo quarteto do músico - com Fernando Moraes nos teclados, Sidão Santos no baixo e Renato Endrigo na bateria – e um time de primeira de convidados especiais, com Jaques Morelembaum no cello, José Carlos Bigorna, Diogo Gomes e Marcelo Martins nos sopros, Jota Moraes no vibrafone, Kiko Horta no acordeom, Marcelo Amaro na percussão e Filó Machado, Paloma Costa  e Darrely Sette na voz.
As composições e arranjos são de Ademir Cândido. O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Ricardo Calafate, no Estúdio Umuarama, em 2018.

 

Ouça o álbum na íntegra:

 

 

 

O Romantismo de Henrique Oswald (Selo Sesc)
Henrique Oswald

O compositor brasileiro Henrique Oswald (1852-1931) foi na adolescência para a Itália, onde estudou e se tornou músico. Foi compositor de projeção no velho continente, onde chegou a ser premiado por composições como Il Neige, recebida do jornal Le Figaro, concorrendo com mais de 600 composições. Retornou em definitivo ao Brasil em 1903. De volta ao país, dirigiu o Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. A obra do músico vai do sinfônico ao cameristico, passando pelo canto coral, ópera e piano solo.
De acordo com o diretor musical do projeto, José Eduardo Martins, que é também um estudioso da obra do compositor, ele  teria sido deixado de lado no Brasil por não se preocupar em ter elementos de brasilidade em uma época que isto era muito valorizado, entre as décadas de 20 e 70 do século passado. Oswald tem, ainda de acordo com Martins, uma obra que se enquadra na composição romântica tradicional.
A seleção de peças do álbum inclui obras feitas tanto para piano solo como para piano e violino. O piano é tocado pelo próprio diretor artístico do disco, enquanto o violino fica a cargo do instrumentista belga Paul Klinck. 
O projeto ser lançado pelo selo Sesc atende ao objetivo de levar o trabalho além dos círculos acadêmicos. O álbum inclui dois segmentos de gravação: no primeiro, as obras para piano e violino, que são as faixas de 1 a 7, feitas em 1995 por Michael Nijs, na Rádio da Bélgica; o segundo foi feito em 2015 por Johan Kennivé - um dos produtores musicais do trabalho com Martins e Klinc -, na capela Saint –Hilarius de Mullen, também na Bélgica.
 

Ouça o álbum na íntegra:

 

 

Vol. 1 (Bicoito Fino)
Marcelo Costa

Este é o primeiro disco de Marcelo Costa, um dos bateristas e percussionistas mais requisitados da MPB, no contexto de um trabalho próprio. O começo foi aos 14 anos, na banda Barca do Sol, com o irmão Muri Costa. Ao 16 já estava com Edu Lobo. Daí para acompanhar outros grandes nomes da MPB foi um pulo: Caetano Veloso, Lulu Santos, Marisa Monte, Chico Buarque, Gal Costa e Roberta Sá já puderam contar com seus serviços. E a contribuição do músico em tantos trabalhos teve, como consequência, a participação de vários desses nomes no que, como diz o título, é apenas o primeiro volume de um trabalho próprio.
De Caetano em Meu Bom (Marcelo Costa Santos) e Feitiço da Vila (Noel Rosa) a Adriana Calcanhotto em Do Fundo do Meu Coração (Roberto e Erasmo Carlos). De Gal Costa e Caçulinha em Beija-me (Roberto Martins e Mário Rossi) a Lulu Santos em Ele Falava Nisso Todo Dia (Gilberto Gil), as participações dão o tom do disco. Há também a presença de Toninho Horta, Boca Livre, Péricles Cavalcanti, Zeca Assumpção, Lan Lanh, Eveline Hecker, José Miguel Wisnik, Laudir de Oliveira, Péricles Cavalcanti, Yuri Popoff, Trio Madeira Brasil, Everson Moraes, Jaques Morelembaum e do irmão Muri Costa, mostrando o quanto Marcelo, anfitrião dessa festa, está presente em, praticamente, todas as vertentes da MPB dos últimos 40 anos.
A ficha técnica do trabalho é extensa. Foi gravado no decorrer de alguns anos na Cia dos Tecnicos, Drum Estúdio, Estúdio Manga, Estúdio Órbita, Mega Estúdio, Estúdio Blue e Biscoito Fino por Ronaldo Lima, Fernando Morello, Celso Drum, Marcio Gama, Marcos Adriano, William Jr., Marcio Gama, Mario Jorge, Luiz Rodrigues, Alexandre Hang, Muri Cota e João Thiré. A mixagem foi feita por Ronaldo Lima , Fernando Morello e João Thiré. A masterização ficou por conta de Elton Bozza e Carlos Trilha no estúdio Órbita. A produção é de Marcelo Costa. Para ouvir, acesse qualquer um dos fornecedores de streaming em http://bit.ly/2MNcRXp

 

Ouça o álbum na íntegra:

 

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