Indústria debate futuro da música no Rio

October 15, 2018

redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação /  Rogério von Kruger / Reprodução Facebook

 

A Associação Brasileira de Música Independente (ABMI) realizou sua 6ª conferência anual entre os dias 11 e 13 de setembro, reunindo artistas e executivos da indústria musical brasileira e internacional.

 

Depois de cinco edições bem-sucedidas a Rio Music Market  (RMK), um dos mais importantes encontros do mercado de música brasileiro, abriu as portas mais uma vez para artistas, produtores, executivos e entusiastas do mercado fonográfico. Da retomada dos vinis até os novíssimos serviços de streaming, a cidade do Rio de Janeiro foi mais uma vez o centro das atenções de temas importantes que ainda desafiam a indústria da música. Nos dias 10, 11, 12 e 13, o RMK reuniu importantes profissionais da indústria nacional e internacional para debater essas constantes transformações da indústria fonográfica. O encontro foi no CRAB - Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro - e contou com apoio do Sebrae/RJ.

 

Além de trazer à discussão assuntos atuais como streaming, “value gap”, sincronização, playlists e biografias musicais, a sexta edição do evento contou ainda com um coquetel e show de abertura no Theatro Net Rio, com os artistas Jaques Morelenbaum, Carlos Malta e Duo Gisbranco, no dia 10 de setembro.


No primeiro dia de conferência, a programação teve início com o tema debate Os Desafios dos Independentes. O encontro teve a participação de Kees van Weijen (Impala | NL), Justin West (Secret City Records CA); Darius Van Arman (Secretly Group/A2IM | US); Wilson Souto Jr (Atração Fonográfica/ABMI | BR) e como mediador Carlos Mills (Mills Records/ABMI | BR). Durante uma hora e meia os convidados debateram sobre os produtores independentes, suas experiências, desafios e oportunidades diante das constantes mudanças no cenário da música.


Um dos temas abordados por Darius Van Arman foi a questão da tecnologia como um dos principais desafios atualmente para os independentes. Para o produtor, existe hoje um grande paradoxo, porque as grandes empresas são importantes, por conta da maior diversidade de plataformas digitais para divulgação, por exemplo, mas também acabam também se revelando como um problema, porque maximizam a competição, neutralizando a oportunidade do artista. Outra dificuldade apontada pelos palestrantes foi a dificuldade de se competir na área comercial por conta da fragmentação trazida pelas plataformas digitais. “Mas também, por outro lado, há mais controle direto nos negócios”, compara Darius.

 

Uma nova forma de ouvir música
Justin West, da Secret City Records CA, trouxe à discussão outro componente tecnológico que já é moda na Europa e EUA: os smartspeakers, que vem mudando a forma de ouvir música, por meio de mais interatividade, e que talvez substitua as rádios da forma como as conhecemos hoje. Segundos dados apresentados durante o debate, mais de 90% da música consumida hoje em dia é por meio de streaming. Só em 2017, o mercado brasileiro cresceu mais de 18% de consumo de música por streaming e o mundial aumentou em mais de 8%. 

 

Três dias de paineis e debates a respeito dos rumos da indústria da música


Diante dessa mudança é preciso enfrentar outro desafio, a tendência de concentração do mercado, que vem se manifestando sob várias formas, configurando uma ameaça ao setor independente. Um dos exemplos de concentração de mercado é o Value Gap – ou Abismo de valores – entre pequenos e grandes da indústria. De acordo com Mills, esse cenário deve sofrer mudança a partir de uma aprovação legislativa, no parlamento europeu, que previne esse tipo de abismo e deve influenciar os demais países, incluindo o Brasil, que ainda detém uma legislação confusa no que diz respeito ao digital.


Outro tema de grande repercussão no primeiro dia de programação foi o debate A volta do Vinil (Back to Vinyl) onde foram discutidos os principais pontos de contato do mercado frente ao ressurgimento do vinil no mercado brasileiro e mundial. O debate contou com a presença de Charles Gavin, Bem Gil e Michel Nath (Vinil Brasil) e teve como mediadora a jornalista Chris Fuscaldo (Jornalista). 

 

Artistas, produtores e executivos da indústria
A programação contemplou cerca de 20 painéis e debates, totalizando quase 30 horas de atividades com referências da indústria musical do Brasil e exterior. As discussões sobre os desafios do mercado tiveram participação desde artistas consagrados até os executivos Marcello Castelo Branco – presidente da União Brasileira de Compositores – e Alison Wenham – CEO da Worldwide Independent Network.


A gama de temas em debate na RMK abrangeu desde as particularidades do mercado nacional, como no painel A Força do Rádio do Brasil, reunindo executivos das principais rádios do país, até temas de abrangência global, através do debate Como Internacionalizar seu Selo, com representantes das indústrias americana e britânica, discutindo como trabalhar o sucesso de um artista local no mercado internacional. Outro ponto alto do RMK foi o painel Biografias Musicais, com os autores Chris Fuscaldo, Paulo César de Araújo, Sérgio Farias, Rodrigo Faour.


“Sinto que cada vez mais é o momento de sermos gregários e pensar sobre as questões que dizem respeito ao mercado da música em conjunto e não isoladamente”, ressaltou Carlos Mills, presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI).
 

Mais informações:

www.riomusicmarket.com
www.abmi.org.br
www.ubc.org.br
 

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