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SUMÁRIO / Matéria de capa

O jazz toma conta de Rio das Ostras

17/07/2026 - 11:44h
Atualizado em 17/07/2026 - 13:16h



Reportagem: Miguel Sá. Fotos: Divulgação / Miguel Sá
 

Como carro-chefe do Circuito Sesc de Jazz, em sua vigésima segunda edição, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival continua o percurso de consistência na alta qualidade do elenco, nos pequenos ajustes técnicos ano a ano e nos benefícios econômicos e culturais trazidos para a cidade de Rio das Ostras.

 

O festival aconteceu entre os dias 4 e 7 de junho, com atrações espalhadas em quatro palcos principais, distribuídos em pontos-chave da cidade: o Cidade do Jazz, também conhecido como Costazul; o Lagoa do Iriry, no parque que abriga a lagoa homônima; o Boca da Barra, que proporciona um pôr do sol musical para a plateia; e o Palco Brasil Petrobras, novidade deste ano que trouxe shows pela manhã, sempre associados à música brasileira.

 

Nos quatro palcos principais se apresentaram AfroJazz; Bill Laurance Trio; Bixiga 70; Cris Crochemore; Estação 66; Fred Sunwalk; Gabriel Grossi Quarteto; Guinga e Marcel Powell; Igor Prado & Omar Coleman; Larkin Poe; Linda May Han Oh; Mark Lettieri Group; Nubya Garcia; Stanley Jordan; Taj Farrant; The Brooks; e Wagner Tiso com Dudu Lima.

 


Bixiga 70 no palco Costa Azul

 

 

Produção técnica

No suporte a essas atrações, a sonorização teve equipamento fornecido pela Mach, sob a direção técnica de Jerubal Liasch. Como diretor técnico, Jerubal circula entre os diversos palcos para dar apoio às equipes, mas tem atuação importante como técnico de P.A. do palco da Cidade do Jazz, trabalhando com as diversas bandas que não trazem seus próprios profissionais de áudio.

 

Os equipamentos e a organização dos palcos foram feitos, como todos os anos, a partir dos riders enviados com antecedência. É com eles que a equipe técnica organiza mapas de palco, praticáveis, cronogramas e compartilhamento de backline. A operação funciona como um sistema de carrossel: estruturas inteiras entram e saem do palco em sequência, com marcação por cores e divisão precisa entre instrumentos, amplificadores e praticáveis, conforme exposto pela equipe de palco da Cidade do Jazz, que tem entre os integrantes Bill, Betinho e Maurício.

 


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O palco da Cidade do Jazz continua funcionando como o núcleo logístico do festival. É dali que parte boa parte do backline para os demais palcos, sobretudo em casos de artistas que se apresentam em mais de um espaço. A equipe fixa de roadies, alguns com mais de quinze anos de festival, mantém a operação centralizada e sincronizada com fornecedores como a Só Palco, responsável por parte importante do backline especializado.

 

O backline deste ano, sempre seguindo os riders dos músicos, teve como destaques as baterias Gretsch USA Custom, Yamaha Birch Absolute, Yamaha Maple Custom Absolute, Fender Rhodes, simulador de órgão Nord C2D, teclado Nord Stage 88, sintetizador Prophet-6 e Yamaha MONTAGE M6, entre diversos outros. "Este ano utilizamos dois baixos para três artistas. Também tivemos muitos teclados diferentes disponíveis", expõe Big Joe Manfra, que faz a produção e a supervisão geral dos palcos.

 


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Destaques técnicos

Entre as situações tecnicamente mais complexas de 2026, houve o caso da dupla Larkin Poe: a banda trouxe dezessete cases próprios, incluindo microfones, cabeamento e sistemas internos de monitoria. Coube à produção local integrar esse sistema à infraestrutura do festival, com a instalação de linhas de CAT6 entre o palco e a operação para garantir comunicação e redundância de rede. “O desafio, nesse caso, é traduzir e adaptar o ambiente local à lógica operacional da equipe visitante”, ressalta o diretor técnico Jerubal Liasch.

 


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Outro caso destacado pelo diretor técnico foi o do pianista e tecladista Bill Laurance, que tocou piano acústico, Fender Rhodes e um teclado Nord Stage 2. Foram feitas três microfonações independentes no piano. “Usei dois Neumann KM 184 para captar e timbrar o piano no PA. Além deles, foram colocados dois Shure SM58 destinados apenas ao monitor, para a mixagem dos músicos. Há ainda um terceiro SM58, cuja captação do piano é enviada ao preset dele, com efeitos como chorus e flanger, que dão a sonoridade característica dele. Esse sinal também pode ser enviado ao monitor, conforme a necessidade”, detalha Liasch.

 

As opções de microfones, seguindo os pedidos dos riders, incluíram equipamentos da Shure, AKG, Sennheiser, Neumann, Audio-Technica e Superlux. Entre os modelos disponíveis estavam Neumann KMS 105, Sennheiser MD 421 e os inevitáveis Shure SM58, além de sistemas sem fio como o Shure Axient AD4D e o Sennheiser G3 e835.

 

A maior novidade na área técnica foi na iluminação, com a entrada de Jesuíno Xavier de Andrade, o Zinho, como iluminador dedicado ao festival, trazendo experiência específica em trabalhos ligados ao jazz, principalmente no Bourbon Street, em São Paulo. “É bem diferente de uma banda de baile, de um evento corporativo. É uma luz mais parada, mais cênica, no intuito de a pessoa ver o palco, assistir ao espetáculo e ouvir o som, com trocas mais suaves”, explica o iluminador. Ele utilizou mesa MA2 com PC Wing, quatorze moving heads, strobes, máquinas de fumaça e wash lights.

 

 

Sonorização

No palco da Cidade do Jazz, o sistema de P.A. foi ampliado em relação ao ano anterior. O line array LS Audio Easy Line E1P passou de dez para doze módulos por lado, enquanto o sistema de subgraves aumentou de oito para dez unidades Slinpec 218. Para a frente do palco, em vez do sistema anterior com quatro caixas dedicadas, foi instalado um conjunto ampliado da Taigar, com dezesseis unidades de 5 polegadas e dois drivers de 1 polegada. A estrutura de delay permaneceu com equipamento JBL.  Segundo Jerubal Liasch, o reforço no front-fill e a expansão lateral do line array resultaram em maior cobertura da plateia e melhor resposta na área frontal, reduzindo zonas de sombra e melhorando a inteligibilidade. "Esses front-fills deram um plano melhor para a gente", comentou Jerubal.

 


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A principal mudança operacional no palco central aconteceu na mesa de PA. Em vez da Yamaha DM7 utilizada em 2025, Jerubal optou por voltar à Digidesign VENUE MixRack, utilizada em anos anteriores, por uma questão de familiaridade operacional com o sistema de histórico de cenas, que registra o horário das cenas salvas. Isso permite recuperá-las com mais facilidade em situações críticas. A Yamaha DM7 permaneceu no monitor, operado por Marco Antônio Liasch. Neste ano, a equipe contou também com o reforço de João Pedro Liasch.

 


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Nos outros palcos, foi mantido o alto padrão dos equipamentos. Em Iriry, foi utilizada a Yamaha CL5 no front of house (FOH) e a Soundcraft Vi3000 no monitor, ampliando a capacidade de processamento e o refinamento da mixagem. A configuração do P.A. permaneceu semelhante à edição anterior, com seis módulos E1P por lado, três células auxiliares por lado e três subgraves por lado.

 


Palco Iriry

 

Na Boca da Barra, a estrutura principal de LS Audio 210 foi mantida, com seis caixas por lado e quatro subgraves por lado, mas ganhou duas células auxiliares laterais em cada extremo, ampliando a cobertura periférica. Também houve atualização na operação dos consoles: o PA passou da Yamaha QL5 para a Yamaha CL5, enquanto no monitor foi utilizada a Yamaha QL5.

 


Palco Boca da Barra

 

Na Concha Acústica, houve mudança no modelo das caixas principais, agora com LS Audio 4260. O palco utilizou uma Midas M32 acumulando as funções de P.A. e monitor.

 


Concha Acústica

 

 

A música

O Festival este ano teve uma mudança no palco da Praça São Pedro, que se tornou o Palco Brasil Petrobras. “Acompanhamos aqui  a primeira vez que Marcel Powell e Guinga foram para o palco juntos. Apesar de terem toda uma história juntos, nunca tinham tocado em público juntos”, comemorou Cezar Fernandes que, na Like Produções, junto com Paulo Moreira, dá apoio na produção do Festival e cuida do material audiovisual do Rio das Ostras Jazz & Blues. Também estivemos nos shows de Bill Laurance Trio, Bixiga 70, Estação 66, Gabriel Grossi Quarteto, Larkin Poe; Linda May Han Oh; Mark Lettieri Group; Nubya Garcia, Taj Farrant e Stanley Jordan.

 


Guinga e Marcel Powell

 

O show de Guinga e Marcel Powell no Palco Brasil Petrobras, que teve a participação de Ana Paes, foi um dos que a Revista Backstage acompanhou. Guinga, além de compositor, é um excelente violonista e contador de causos e em ambos fez ótima dobradinha com Marcel Powell, filho de um dos fundadores da escola brasileira do violão, Baden Powell. Ana Paes também é violonista, mas se apresentou no show cantando, em altíssimo nível, algumas das composições de Guinga.

 

O Bill Laurance Trio se apresentou no palco da Cidade do Jazz dia 6 de junho. Bill Laurance, que é componente da super banda de música instrumental Snarky Puppy, trouxe um show no qual usou a sonoridade bastante pessoal criada a partir da mistura do piano acústico com efeitos como reverb e flanger usados de forma ostensiva, mas com muito bom gosto, além dos timbres de sintetizador e do Fender Rhodes. Laurence apresentou composições com uma assinatura forte, Improvisando de forma fluente e alternada no piano e teclados, proporcionando um som grandioso a partir do entrosamento absoluto com o baixista Menelik Claffey e o baterista Oscar Ogden. De brinde, convidou o companheiro de Snarky Puppy, o guitarrista  Mark Lettieri, para uma super participação especial.

 


Bixiga 70 

 

O Bixiga 70, banda paulistana que faz um som inspirado no afrobeat, encerrou a noite na Cidade do Jazz  em 5 de junho, um dia de shows intensos com a dupla das irmãs Larkin Poe e o Mark Lettieri group. Com um som mais festivo, o público relaxou e dançou após curtir a parede sonora de jazz fusion e country rock das atrações anteriores. A banda é formada por Amanda Teles, Percussão; Cris Scabello, guitarra; Cuca Ferreira; sax baritono; Daniel Nogueira; sax tenor; Daniel Verano; trompete; Douglas Antunes, trombone; Marcelo Dworecki, baixo; Pedro Regada, teclados e Valentina Facury, percussão.

 

Os ganhadores do concurso de bandas Estação 66 foram os primeiros a se apresentar  no dia 4 de junho. Eles tocaram uma honesta homenagem ao guitarrista Celso Blues Boy trazendo a vibe dos melhores bares de blues. Composta por Johnny Rebello (bateria), Carlos Rocha (baixo), Sergio Meireles (guitarra), Vinicius (guitarra) e Sergio Porciuncula (voz), a banda não teve dificuldade para fazer o público cantar os sucessos do guitarrista falecido em 2012.

 

A baixista australiana de origem Malaia com pais chineses Linda May Han Oh construiu uma relação próxima se comunicando com o público da Cidade do Jazz usando frases em português. Mas a conexão com o público se aprofundou mesmo com ela tocando e improvisando a partir de suas composições profundas, complexas  e, ainda assim, com grande poder de empatia com o público. Os temas da baixista expunham, de forma natural, as origens e influências multiculturais da instrumentista acompanhada pela excelente banda com Fabian Almazan no piano, Greg Ward no saxofone e Mark Whitfield Jr na bateria. A apresentação dela na Cidade do Jazz foi no dia 6 de junho

 


Gabriel Grossi

 

O gaitista Gabriel Grossi exercitou o repertório de seu álbum Re Disc Cover no palco da Cidade do Jazz no dia 4 de junho acompanhado de Eduardo Farias (Teclado), Cassius Theperson (Bateria) e Luiz Otávio (Baixo). O álbum foi lançado em 2021, com uma visão própria do músico de composições de bandas como Nirvana, Queen e The Police a partir de arranjos feitos em parceria com Eduardo Farias. "Era uma coisa muito orgânica para mim, muito natural tocar esse repertório. Eu sempre ouvi desde moleque", disse o gaitista. Ele ainda contou que convidou o pianista Luiz Otávio para assumir o baixo após se surpreender com sua performance em um show ao lado do trompetista Zé Arimatéia. Luiz Otávio explicou que, embora seja conhecido como pianista, o contrabaixo passou a ocupar um espaço importante em sua rotina nos últimos anos. intensificando os estudos diários. "É um instrumento que realmente faz muito parte da minha vida", disse, após um desempenho irretocável no show, também irretocável.

 

Taj Farrant, que se apresentou na Cidade do Jazz dia 6 de junho, impressionou pelo virtuosismo e pela desenvoltura no palco aos 16 anos. Já não é de hoje que os novos guitarristas de blues partem de Stevie Ray Vaughan para sons ainda mais pesados, com muita distorção e, cada vez mais, incorporando formas de interpretação no fraseado com legatos e vibratos acentuados,  tudo dominado plenamente por Farrant, que ainda canta muito bem e fez um excelente show acompanhado por Jazel Fay Farrant  noTeclado, Cesar Lago no baixo e Márcio Saraiva na bateria.

 


Larkin Poe

 

A banda Larkin Poe, comandada pelas irmãs  Rebecca Lovell e Megan Lovell e completada por Ryan Westbrook,  Brent Layman, Ben Satterlee, Lucas Pettee, Thor Davis e Peter Leak em uma formação com teclados, guitarras, bateria e baixo, fez um show com forte sotaque southern rock, o que ficou bem explícito ao tocarem trecho de Jessica, música instrumental dos Allman Brothers, com Rebecca na guitarra e Megan na guitarra lap steel, que ela toca em pé. A banda já tem estrada: atua desde o início dos anos 2010 e tem um Grammy de Álbum de Blues contemporâneo em 2022. Havia fãs dedicados na plateia e foi um show pesado e intenso, na temperatura em que se costuma encaixar o blues hoje em dia, assim como Taj Farrant.

 


Nubya Garcia

 

A saxofonista inglesa Nubya Garcia, que tocou dia 5 de junho no palco da Cidade do Jazz foi acompanhada pela banda com Lyle Barton nos teclados, Sam Jones na bateria e Max Luthert baixo, mas não é errado dizer que o engenheiro de som britânico Geoff Southhall, que trabalha há quatro anos com a saxofonista, é mais um músico. Ele também é responsável por colocar os efeitos de delay que são um dos elementos centrais da sonoridade do espetáculo de tom jazzistico com fortes elementos de dub. Segundo Geoff, praticamente todos os músicos da banda utilizam seus próprios delays, enquanto ele acrescenta efeitos adicionais na mixagem quando considera necessário. Apesar da complexidade, Jeff afirmou que não depende de ensaios específicos para sincronizar esses recursos, preferindo confiar na experiência e na intuição durante a apresentação. Ele utiliza dois processadores externos para compor essa sonoridade: um Space Echo (delay) e um reverberador de mola (Spring reverb), aplicado principalmente na caixa da bateria.

 

Ao começar a assistir o quarteto de Mark Lettieri, pode se cair na tentação de dizer que é um show de virtuoses, sem maiores atrativos. Mas na medida em que passava o tempo, ficava claro que não se estava vendo algo comum. O alto nível dos músicos Daniel James Porter, Jason Thomas e Wesley Stephenson, em uma formação que, além da guitarra de Lettieri,tinha baixo, bateria e teclados, fazia com que tudo soasse com uma pressão absurda, com o desempenho nos improvisos compensando temas mais convencionais do formato jazz fusion em contraste com Nubya, que tocou logo antes com estilos e sonoridades mais mescladas.

 


Stanley Jordan

 

Stanley Jordan é um velho conhecido do público brasileiro e, mais especificamente, do público de Rio das Ostras. Todos sabemos que é um excelente compositor, intérprete e instrumentista com sua técnica two tapping, na qual toca a guitarra percutindo as cordas co as duas mãos no braço, fazendo base e acompanhamento. No entanto, ele é também um artista carismático que decidiu arriscar um show diferente, tocando e cantando o repertório de Jimi Hendrix. E foi um sucesso. Tanto na Cidade do Jazz, em 4 de junho, como na Lagoa de Iriry, no dia seguinte, Jordan encarnou Hendrix inclusive no figurino, tocando a maioria das músicas sem usar a técnica two tapping e cantando um repertório que incluiu Purple Haze, Little Wing e Angel, entre outras. O guitrrista foi acompanhado por  Dudu Lima (baixo) e  Leandro Scio (Bateria).

 

 

Cultura e desenvolvimento

Do ponto de vista do retorno para a cidade de Rio das Ostras,  A 22ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, com 70% de turistas que vieram de diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro e também de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, entre outros estados que movimentaram na cidade R$ 10 milhões de acordo com pesquisa da prefeitura, sendo R$8,7 milhões apenas de gastos dos turistas.

 

Em coletiva de imprensa no primeiro dia, autoridades e realizadores do Festival destacaram os benefícios que o evento traz à cidade. Rosemarie da Silva e Souza Teixeira,  presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura, anunciou a transformação da Casa do Jazz em um espaço permanente de memória do festival, batizado de Templo do Jazz & Blues – Espaço Arthur Maia. Segundo ela, o objetivo é preservar a história do evento e consolidar seu impacto cultural e turístico em Rio das Ostras, criando um novo patrimônio para moradores e visitantes. “Nós vamos ter um espaço específico para contar essa história de tantos anos e que mudou culturalmente e turisticamente a nossa cidade.”

 

Já Marcelo Ayres, presidente do Sindicomércio, destacou que o festival movimenta hotéis, restaurantes e o comércio local, gerando emprego temporário e renda para a população. Também anunciou a inauguração da unidade integrada SESI/SENAC de Rio das Ostras, prevista para agosto, como um novo passo na qualificação profissional da cidade. O Festival vai muito além de um intercâmbio", ressaltou Ayres.

 

A diretora de RH da Seagems, Gláucia Maciel, ressaltou o orgulho da empresa em participar da história do festival e destacou o segundo ano do espaço de sustentabilidade voltado à educação ambiental. Ela também comemorou  o concurso de bandas, cuja vencedora, Estação 66, abriria a programação da noite. “Não é só um patrocínio, agora a gente faz parte da história do jazz”, declarou.

 

Jason Naud — cônsul e diretor do Escritório do Quebec em São Paulo, saudou a cidade de Rio das Ostras e enfatizou o estreitamento da parceria que trouxe a banda do Quebec The Brooks, apontando um futuro de colaboração cada vez maior.

 

Pablo Kling, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo apontou a geração de empregos, a movimentação de mais de 50 segmentos ligados ao turismo e o impacto positivo para comércio, hotelaria, serviços e artesanato local. “O evento, ele é sim uma política pública de desenvolvimento econômico, de desenvolvimento econômico e social”, disse.

 

O prefeito Carlos Augusto celebrou os 22 anos do festival, agradeceu aos patrocinadores e afirmou que o Jazz & Blues é o grande evento de projeção da cidade, atraindo turistas do Brasil e do exterior. Também ressaltou que o festival hoje é realizado exclusivamente com recursos privados, com custo zero para a prefeitura, resultado da credibilidade construída ao longo do tempo. “É indiscutível que o grande glamour é o jazz de Rio das Ostras”, comemorou.

 


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Para a Revista Backstage, Stênio Mattos afirmou que a edição de 2026 marca um novo momento para o festival, impulsionado pela chegada da Petrobras como patrocinadora, o que permitiu ampliar a programação internacional e criar o Palco Petrobras Brasilidade. Entre as novidades, destacou a transformação da Casa do Jazz em um centro permanente de memória, o concurso de bandas da região, o fortalecimento das ações de sustentabilidade, a consolidação de parcerias técnicas e a inserção do evento em associações internacionais de festivais, ampliando o intercâmbio artístico. Stênio tem o objetivo de preservar a identidade do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, ao mesmo tempo em que incorpora novos talentos e amplia sua projeção internacional. “A Petrobras entrou e o festival foi bem mais forte este ano do que o anterior", disse o empresário e idealizador do Festival.

 

O Festival contou com o Sesc RJ como apresentador e patrocínio master da Petrobras, que passou a integrar o seleto grupo de empresas que apoiam o projeto. Também patrocinaram o evento as empresas Seagems, Oceânica e Rio+ Saneamento.

 

 

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