
Reportagem: Miguel Sá. Fotos: Cezar Fernandes(Divulgação) / Miguel Sá
Como carro-chefe do Circuito Sesc de Jazz, em sua vigésima segunda edição o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival continua o percurso de consistência na alta qualidade do elenco e nos benefícios econômicos e culturais trazidos para a cidade de Rio das Ostras.
O festival aconteceu entre os dias 4 e 7 de junho com atrações espalhadas em quatro palcos principais distribuídos em pontos-chave da cidade: o Cidade do Jazz, também conhecido como Costazul; o Lagoa do Iriry, no parque que abriga a lagoa homônima; o Boca da Barra, que proporciona um pôr do sol musical para a plateia; e o Palco Brasil Petrobras, novidade deste ano que trouxe shows pela manhã, sempre de música brasileira.
Nos quatro palcos principais se apresentaram AfroJazz; Bill Laurance Trio; Bixiga 70; Cris Crochemore; Estação 66; Fred Sunwalk; Gabriel Grossi Quarteto; Guinga e Marcel Powell; Igor Prado & Omar Coleman; Larkin Poe; Linda May Han Oh; Mark Lettieri Group; Nubya Garcia; Stanley Jordan; Taj Farrant; The Brooks; e Wagner Tiso com Dudu Lima.

Bixiga 70 no palco Costa Azul (Cezar Fernandes).
Produção técnica
No suporte a essas atrações, a sonorização teve equipamento fornecido pela Mach, dos sócios Pedro Mariano e Flavio Bessa, sob a direção técnica de Jerubal Liasch. Como diretor técnico, Jerubal circula entre os diversos palcos para dar apoio às equipes, mas tem atuação importante como técnico de P.A. do palco da Cidade do Jazz, trabalhando com as diversas bandas que não trazem seus próprios profissionais de áudio.
Os equipamentos e a organização dos palcos foram feitos, como todos os anos, a partir dos riders enviados com antecedência. É com eles que a equipe técnica organiza mapas de palco, praticáveis, cronogramas e compartilhamento de backline. A operação funciona como um sistema de carrossel: estruturas inteiras entram e saem do palco em sequência, com marcação por cores e divisão precisa entre instrumentos, amplificadores e praticáveis, conforme exposto pela equipe de palco da Cidade do Jazz, que tem entre os integrantes Bill, Betinho e Maurício, profissionas da mais absoluta confiança de Jerubal Liasch.

Equipe que atua no palco da Cidade do Jazz.
O palco da Cidade do Jazz continua funcionando como o núcleo logístico do festival. É dali que parte boa parte do backline para os demais locais de show, sobretudo em casos de artistas que se apresentam em mais de um espaço. A equipe fixa de roadies, alguns com mais de quinze anos de festival, mantém a operação centralizada e sincronizada com fornecedores como a Só Palco, responsável pelo fornecimento dos instrumentos pedidos nos riders.
O backline deste ano, sempre seguindo os riders dos músicos, teve como destaques as baterias Gretsch USA Custom, Yamaha Birch Absolute, Yamaha Maple Custom Absolute, Fender Rhodes, simulador de órgão Nord C2D, teclado Nord Stage 88, sintetizador Prophet-6 e Yamaha MONTAGE M6, entre diversos outros. "Este ano utilizamos dois baixos acústicos para três artistas. Também tivemos muitos teclados diferentes disponíveis", expõe Big Joe Manfra, que faz a produção e a supervisão geral dos palcos.

Praticáveis ajudam na troca rápida dos equipamentos entre uma atração e outra.
Destaques técnicos
Entre as situações tecnicamente mais complexas de 2026 houve o caso da dupla Larkin Poe: a banda trouxe dezessete cases próprios, incluindo microfones, cabeamento e sistemas internos de monitoria. Coube à produção técnica integrar esse sistema à infraestrutura do festival, com a instalação de linhas de CAT6 entre o palco e a operação para garantir comunicação e redundância de rede. “O desafio, nesse caso, é traduzir e adaptar o ambiente local à lógica operacional da equipe visitante”, ressalta o diretor técnico Jerubal Liasch.

Jerubal Liasch tem confiança plena em Mauricio, Betinho e Bill.
Outro caso destacado pelo diretor técnico foi o do pianista e tecladista Bill Laurance, que tocou piano acústico, Fender Rhodes e um teclado Nord Stage 2. Foram feitas três microfonações independentes no piano. “Usei dois Neumann KM 184 para captar e timbrar o piano no PA. Além deles, foram colocados dois Shure SM58 destinados apenas ao monitor para a mixagem dos músicos. Houve ainda um terceiro SM58, cuja captação do piano foi enviada ao preset (de Bill Laurance), com efeitos como chorus e flanger, que dão a sonoridade característica dele. Esse sinal também pode ser enviado ao monitor, conforme a necessidade”, detalha Liasch.
As opções de microfones, seguindo os pedidos dos riders, incluíram equipamentos da Shure, AKG, Sennheiser, Neumann, Audio-Technica e Superlux. Entre os modelos disponíveis estavam Neumann KMS 105, Sennheiser MD 421 e os inevitáveis Shure SM58, além de sistemas e microfones sem fio como o Shure Axient AD4D e o Sennheiser G3 e835.
A maior novidade na área técnica foi na iluminação, com a entrada de Jesuíno Xavier de Andrade, o Zinho, como iluminador dedicado ao Festival, trazendo experiência específica em trabalhos ligados ao jazz, principalmente no Bourbon Street, em São Paulo. “É bem diferente de uma banda de baile ou de um evento corporativo. É uma luz mais parada, mais cênica, no intuito de ver o palco, assistir ao espetáculo e ouvir o som, com trocas mais suaves”, explica o iluminador. Ele utilizou mesa MA2 com PC Wing, quatorze moving heads, strobes, máquinas de fumaça e wash lights.
Sonorização
No palco da Cidade do Jazz, o sistema de P.A. foi ampliado em relação ao ano anterior. O line array LS Audio Easy Line E1P passou de dez para doze módulos por lado, enquanto o sistema de subgraves aumentou de oito para dez unidades Slinpec 218. Para a frente do palco, em vez do sistema anterior com quatro caixas dedicadas, foi instalado um conjunto ampliado da Taigar, com dezesseis unidades de 5 polegadas e dois drivers de 1 polegada. A estrutura de delay permaneceu com equipamento JBL. Segundo Jerubal Liasch, o reforço no front-fill e a expansão lateral do line array resultaram em maior cobertura da plateia e melhor resposta na área frontal, reduzindo zonas de sombra e melhorando a inteligibilidade. "Esses front-fills deram um plano melhor para a gente", comentou Jerubal.

Geoff Southhall, Zinho e Marco Antônio Liasch.
A principal mudança operacional no palco central aconteceu na mesa de PA. Em vez da Yamaha DM7 utilizada em 2025, Jerubal optou por voltar à Digidesign VENUE MixRack, utilizada em anos anteriores, por uma questão de preferência pelo sistema de histórico de cenas do equipamento, que registra o horário das cenas salvas. Isso permite recuperá-las com mais facilidade em situações críticas. A Yamaha DM7 permaneceu no monitor, operado por Marco Antônio Liasch. Neste ano, a equipe contou também com o reforço de João Pedro Liasch.

Yamaha DM7 usada para monitor no Palco Costazul.
Em Iriry, foi utilizada a Yamaha CL5 no front of house (FOH) e a Soundcraft Vi3000 no monitor, ampliando a capacidade de processamento e o refinamento da mixagem. A configuração do P.A. permaneceu semelhante à edição anterior, com seis módulos E1P por lado, três células auxiliares por lado e três subgraves por lado.

Palco Iriry com Stanley Jordan (Foto:Cezar Fernandes)
Na Boca da Barra, a estrutura principal de LS Audio 210 foi mantida, mas ganhou duas células auxiliares laterais em cada extremo, ampliando a cobertura periférica. Também houve atualização na operação dos consoles: o PA passou da Yamaha QL5 para a Yamaha CL5, enquanto no monitor foi utilizada a Yamaha QL5.

Nubya Garcia no palco Boca da Barra (Foto:Cezar Fernandes)
Na Concha Acústica, houve mudança no modelo das caixas principais, que agora são as LS Audio 4260. O palco utilizou uma console Midas M32 acumulando as funções de P.A. e monitor.

Concha Acústica (Foto:Cezar Fernandes)
A música
O Festival este ano teve uma mudança no palco da Praça São Pedro, que se tornou o Palco Brasil Petrobras. “Acompanhamos aqui a primeira vez que Marcel Powell e Guinga foram para o palco juntos. Apesar de terem toda uma história, nunca tinham tocado em público juntos”, comemorou Cezar Fernandes que, na Like Produções, junto com Paulo Moreira, dá apoio na produção do Festival e cuida do material audiovisual do Rio das Ostras Jazz & Blues. Além desse show, a Revista Backstage esteve também dos de Bill Laurance Trio, Bixiga 70, Estação 66, Gabriel Grossi Quarteto, Larkin Poe; Linda May Han Oh; Mark Lettieri Group; Nubya Garcia, Taj Farrant e Stanley Jordan.

Guinga, Marcel Powell e Ana Paes (Foto:Cezar Fernandes).
Guinga, além de compositor, é um excelente violonista e contador de causos e em ambos fez ótima dobradinha com Marcel Powell, filho de um dos fundadores da escola brasileira do violão, Baden Powell. Ana Paes também é violonista, mas se apresentou no show cantando, em altíssimo nível, algumas das composições de Guinga.
O Bill Laurance Trio se apresentou no palco da Cidade do Jazz dia 6 de junho. Bill Laurance, que é componente do supergrupo de música instrumental Snarky Puppy, usou uma sonoridade bastante pessoal criada a partir da mistura do piano acústico com efeitos como reverb e flanger usados de forma ostensiva, mas com muito bom gosto. Também aproveitou bastante timbres de sintetizador e do Fender Rhodes em bases e improvisos. Laurence apresentou composições com uma assinatura forte, improvisando de forma fluente e alternada no piano e teclados, proporcionando um som grandioso a partir do entrosamento absoluto com o baixista Menelik Claffey e o baterista Oscar Ogden. De brinde, convidou o companheiro de Snarky Puppy, o guitarrista Mark Lettieri, para uma super participação especial.

Bixiga 70 (Foto:Cezar Fernandes)
O Bixiga 70, banda paulistana que faz um som inspirado no afrobeat, encerrou a noite na Cidade do Jazz no dia 5 de junho, que também teve Larkin Poe e o Mark Lettieri group. Com um som mais festivo, a banda fez o público relaxar e dançar após curtir a parede sonora de country rock e jazz fusion das atrações anteriores. A banda é formada por Amanda Teles (percussão); Cris Scabello (guitarra); Cuca Ferreira (sax baritono); Daniel Nogueira (sax tenor); Daniel Verano (trompete); Douglas Antunes (trombone); Marcelo Dworecki (baixo); Pedro Regada (teclados) e Valentina Facury (percussão).
Os ganhadores do concurso de bandas do Festival de Rio das Ostras, Estação 66, foram os primeiros a se apresentar no dia 4 de junho. Eles tocaram uma honesta homenagem ao guitarrista Celso Blues Boy trazendo a vibe dos melhores bares de blues. Composta por Johnny Rebello (bateria), Carlos Rocha (baixo), Sergio Meireles (guitarra), Vinicius (guitarra) e Sergio Porciuncula (voz), a banda não teve dificuldade para fazer o público cantar os sucessos do guitarrista falecido em 2012.
A baixista australiana nascida na Malasia de pais chineses, Linda May Han Oh, construiu uma relação próxima com o público da Cidade do Jazz usando frases em português. Mas a conexão se aprofundou mesmo com ela tocando e improvisando a partir de suas composições profundas, complexas e, ainda assim, com grande poder de empatia. Os temas da baixista expunham, de forma natural, as origens e influências multiculturais da instrumentista acompanhada pela excelente banda com Fabian Almazan (piano), Greg Ward (saxofone) e Mark Whitfield Jr (bateria). A apresentação dela na Cidade do Jazz foi no dia 6 de junho

Gabriel Grossi (Foto:Cezar Fernandes)
O gaitista Gabriel Grossi exercitou o repertório de seu álbum Re Disc Cover no palco da Cidade do Jazz no dia 4 de junho. Ele tocou acompanhado por Eduardo Farias (Teclado), Cassius Theperson (Bateria) e Luiz Otávio (Baixo). O álbum foi lançado em 2021, com versões bastante pessoais de composições de bandas como Nirvana, Queen e The Police a partir de arranjos feitos em parceria com Eduardo Farias. "Era uma coisa muito orgânica para mim tocar esse repertório. Eu sempre ouvi desde moleque", disse o gaitista. Ele ainda contou que convidou o pianista Luiz Otávio para assumir o baixo após se surpreender com sua performance em um show ao lado do trompetista Zé Arimatéia. Luiz Otávio explicou que, embora seja conhecido como pianista, o contrabaixo passou a ocupar um espaço importante em sua rotina nos últimos anos. intensificando os estudos diários. "É um instrumento que realmente faz muito parte da minha vida", disse, após um desempenho irretocável no show, também irretocável.
Taj Farrant, que se apresentou na Cidade do Jazz dia 6 de junho, impressionou pelo virtuosismo e pela desenvoltura no palco aos 16 anos. Já não é de hoje que os novos guitarristas de blues partem de Stevie Ray Vaughan para sons ainda mais pesados, com muita distorção e, cada vez mais, incorporando formas de interpretação no fraseado com legatos e vibratos acentuados, tudo dominado plenamente por Farrant, que ainda canta muito bem e fez um excelente show acompanhado por Jazel Fay Farrant noTeclado, Cesar Lago no baixo e Márcio Saraiva na bateria.

Larkin Poe (Foto:Cezar Fernandes)
A banda Larkin Poe, comandada pelas irmãs Rebecca Lovell e Megan Lovell e completada por Ryan Westbrook, Brent Layman, Ben Satterlee, Lucas Pettee, Thor Davis e Peter Leak em uma formação com teclados, guitarras, bateria e baixo, fez um show com forte sotaque southern rock, o que ficou bem explícito ao tocarem trecho de Jessica, música instrumental dos Allman Brothers, com Rebecca na guitarra e Megan na guitarra lap steel, que ela toca em pé. A banda já tem estrada: atua desde o início dos anos 2010 e tem um Grammy de Álbum de Blues contemporâneo em 2022. Havia fãs dedicados na plateia e foi um show pesado e intenso, na temperatura e volume em que se costuma encaixar o blues hoje em dia, assim como Taj Farrant.

Nubya Garcia (Foto:Cezar Fernandes)
A saxofonista inglesa Nubya Garcia, que tocou dia 5 de junho no palco da Cidade do Jazz, foi acompanhada pela banda com Lyle Barton (teclados), Sam Jones (bateria) e Max Luthert (baixo), mas não é errado dizer que o engenheiro de som britânico Geoff Southhall, que trabalha há quatro anos com Nubya, é mais um músico da banda. Ele também é responsável por colocar os efeitos de delay que são um dos elementos centrais da sonoridade do espetáculo de tom jazzistico com fortes elementos de dub. Segundo Geoff, praticamente todos os músicos da banda utilizam seus próprios delays, enquanto ele acrescenta efeitos adicionais na mixagem quando considera necessário. Apesar da complexidade, Jeff afirmou que não depende de ensaios específicos para sincronizar esses recursos, preferindo confiar na experiência e na intuição durante a apresentação. Ele utiliza dois processadores externos para compor essa sonoridade: um Space Echo (delay) e um reverberador de mola (Spring reverb), aplicado principalmente na caixa da bateria.
A princípio, o quarteto de Mark Lettieri pode soar apenas como uma gig de virtuoses, sem maiores atrativos. Mas na medida em que passava o tempo, ficava claro que não se estava vendo algo comum. O alto nível e entrosamento dos músicos Daniel James Porter, Jason Thomas e Wesley Stephenson, em uma formação que, além da guitarra de Lettieri, tinha baixo, bateria e teclados, fazia com que tudo soasse com uma pressão absurda, com o desempenho nos improvisos compensando temas mais convencionais do formato jazz fusion contrastando com sons mais personalizados de outras atrações do mesmo dia 5 de junho.

Stanley Jordan (Foto:Cezar Fernandes)
Stanley Jordan é um velho conhecido do público brasileiro e, mais especificamente, do público de Rio das Ostras. Todos sabemos que é um excelente intérprete e instrumentista com sua técnica two tapping, na qual toca a guitarra percutindo as cordas com as duas mãos no braço, fazendo base e acompanhamento. No entanto, ele é também um artista carismático que acertou ao arriscar um show diferente, tocando e cantando o repertório de Jimi Hendrix. E foi um sucesso. Tanto na Cidade do Jazz, em 4 de junho, como na Lagoa de Iriry, no dia seguinte, Jordan encarnou Hendrix inclusive no figurino, tocando a maioria das músicas sem usar a técnica two tapping e cantando um repertório que incluiu Purple Haze, Little Wing e Angel, entre outras. O guitarrista foi acompanhado por Dudu Lima (baixo) e Leandro Scio (Bateria).
Cultura e desenvolvimento
Do ponto de vista do retorno para a cidade de Rio das Ostras, a 22ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival foi mais um sucesso. De acordo com pesquisas da prefeitura, vieram turistas de diversas regiões dos estados do Rio de Janeiro (70%), Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo que movimentaram R$ 10 milhões na cidade.
Em coletiva de imprensa no primeiro dia, autoridades e realizadores do Festival destacaram os benefícios que o evento traz para Rio das Ostras. Rosemarie da Silva e Souza Teixeira, presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura, anunciou a transformação da Casa do Jazz em um espaço permanente de memória do festival, batizado de Templo do Jazz & Blues – Espaço Arthur Maia. Segundo ela, o objetivo é preservar a história do evento e consolidar seu impacto cultural e turístico em Rio das Ostras, criando um novo patrimônio para moradores e visitantes. “Nós vamos ter um espaço específico para contar essa história de tantos anos e que mudou culturalmente e turisticamente a nossa cidade.”
Já Marcelo Ayres, presidente do Sindicomércio, destacou que o festival movimenta hotéis, restaurantes e o comércio local, gerando emprego temporário e renda para a população. Também anunciou a inauguração da unidade integrada SESI/SENAC de Rio das Ostras, prevista para agosto, como um novo passo na qualificação profissional da cidade. "O Festival vai muito além de um intercâmbio", ressaltou Ayres.
A diretora de RH da Seagems, Gláucia Maciel, ressaltou o orgulho da empresa em participar da história do festival e destacou o segundo ano do espaço de sustentabilidade voltado à educação ambiental. Ela também comemorou o concurso de bandas, cuja vencedora, Estação 66, abriria a programação da noite. “Não é só um patrocínio, agora a gente faz parte da história do jazz”, declarou.
Jason Naud — cônsul e diretor do Escritório do Quebec em São Paulo, saudou a cidade de Rio das Ostras e enfatizou o estreitamento da parceria que trouxe a banda do Quebec, The Brooks, apontando um futuro de colaboração cada vez maior.
Pablo Kling, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, apontou a geração de empregos, a movimentação de mais de 50 segmentos ligados ao turismo e o impacto positivo para comércio, hotelaria, serviços e artesanato local. “O evento é sim uma política pública de desenvolvimento econômico e social”, disse.
O prefeito Carlos Augusto celebrou os 22 anos do festival, agradeceu aos patrocinadores e afirmou que o Jazz & Blues é o grande evento de projeção da cidade, atraindo turistas do Brasil e do exterior. Também ressaltou que o festival hoje é realizado com custo zero para a prefeitura, resultado da credibilidade construída ao longo do tempo. “É indiscutível que o grande glamour é o jazz de Rio das Ostras”, comemorou.

Em entrevista coletiva, autoridades, patrocinadores e a organização do Festival apresentaram o evento para a imprensa.
Para a Revista Backstage, Stênio Mattos afirmou que a edição de 2026 marca um novo momento para o festival, impulsionado pela chegada da Petrobras como patrocinadora, o que permitiu ampliar a programação internacional e criar o Palco Petrobras Brasilidade. Entre as novidades, destacou a transformação da Casa do Jazz em um centro permanente de memória, o concurso de bandas da região, o fortalecimento das ações de sustentabilidade, a consolidação de parcerias técnicas e a inserção do evento em associações internacionais de festivais, ampliando o intercâmbio artístico. Stênio tem o objetivo de preservar a identidade do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival ao mesmo tempo em que incorpora novos talentos e amplia sua projeção internacional. “A Petrobras entrou e o festival foi bem mais forte este ano do que o anterior", disse o empresário e idealizador do Festival. O Festival teve os patrocinios do Sesc RJ, Petrobras, Seagems, Oceânica e Rio+ Saneamento.

Jerubal Liasch tem confiança plena em Mauricio, Betinho e Bill.